A importância da pausa

Não importa o motivo de recomeçar, quando sentir que é chegada a hora, faça! Mas porquê? A resposta é simples, porque a vida é feita de recomeços!

 

A agitação do mundo contemporâneo em que vivemos hoje muito tem contribuído para uma vida estressante. As necessidades de conquistas e realizações nos mantém “ligados” a maior parte do tempo. As tarefas, compromissos e projetos se tornam cada vez mais comuns na vida das pessoas. E o mundo exige cada dia mais de todos.

Precisa-se provar competência, inteligência, sabedoria, qualificação. Enfim, são tantos os adjetivos que precisamos nos enquadrar. Temos ainda que garantir o nosso sustento e o de nossa família. E, apesar de tudo isso, precisamos nos manter belos e com uma vida perfeita.

Lembre-se: do outro lado, vivemos também na era das mídias sociais, que nos mostram na maior parte do tempo, pessoas maravilhosas e com vidas “incríveis”. Tudo isso acaba por despertar em nós, ainda que de maneira inconsciente, uma vontade de nos tornarmos pessoas mais qualificadas e melhores. É como se precisássemos conquistar e ter cada vez mais. Pois, afinal de contas, em um mundo globalizado e digitalizado, onde tudo ocorre em uma velocidade exorbitante, não se pode ficar para trás.

Mas o problema surge quando entramos nessa loucura do ter que fazer e ser. E fazemos disso o ponto central de nossa existência. Esse comportamento faz com que desenvolvamos ansiedade, estresse, medo de não dar conta, sentimento de impotência, de menos-valia, desânimo, e por aí vai…

Muitas vezes, nessa loucura da vida moderna, onde nos encontramos sufocados por nossos compromissos e obrigações, não prestamos atenção em nós. Vivemos tanto lá fora que esquecemos de olhar para dentro. Para dentro de nós. E é aí que está o perigo! Talvez seja essa a razão de tantas pessoas doentes em seus corpos físicos ou em suas almas.

O corpo fala conosco, muitas vezes por meio de sintomas e de doenças. Ele nos diz que precisamos dar um tempo, descansar, parar e relaxar. Mas, infelizmente, nem todos conseguem ouvi-lo! Diante disso, como saber a hora certa de parar?

A resposta encontra-se dentro de cada um. Preste atenção em você, de uma maneira completa! Em seu corpo, nos seus sentimentos, pensamentos e sensações.

  • Talvez a hora certa de parar seja quando você perceber que está ficando ansioso, estressado ou nervoso.
  • Quando os sentimentos de tristeza, de irritabilidade ou desânimo lhe encontrarem.
  • Quando a falta de sono aparecer.
  • Talvez seja quando os seus relacionamentos estiverem sofrendo as consequências.
  • Quando você perceber que não está cuidando da sua aparência e saúde com a frequência que gostaria.
  • Ou ainda quando aquelas gripes constantes ou viroses estiverem sempre aparecendo no seu corpo.

Ao perceber que algumas dessas, ou quem sabe outras situações que lhe incomodam estão acontecendo com frequência, então talvez seja a hora de parar. Simplesmente dê um tempo em suas atividades. Pare! Observe-se! Escute o seu corpo! Olhe para dentro de si! Encontre um tempo para que você possa relaxar e descansar o seu corpo e sua mente.

Não espere as doenças físicas ou a depressão chegarem para reconhecer a hora certa de parar. Pare um pouco agora! Retire um dia inteirinho para você e faça tudo aquilo de que mais gosta.

O que você gosta de fazer que lhe ajuda relaxar? Caminhada? Brincar com um pet? Assistir àquele filme gostoso!? Ler aquele livro que deseja? Ligar para aquele amigo(a) que você tanto gosta? Tomar aquele banho de mar? Caminhar no bosque e sentir o cheiro da natureza? Fazer aquela massagem relaxante? Dançar? Aprender aquele instrumento musical? Testar aquela receita gostosa na cozinha?

Enfim, somente você pode saber o que te faz bem. Descubra, e então faça! Não espere esgotar suas energias para recarregá-las. Recarregue-as agora! E então volte em paz e revigorado para continuar a sua caminhada.

Você é muito mais do que as suas responsabilidades e obrigações diárias. Você está aqui para sentir a vida. Muitas vezes, nos esquecemos de desfrutar as coisas simples. E, com isso, vamos também nos esquecendo de viver.

“O sentido da vida é estar vivo. É tão claro, tão óbvio e tão simples Mesmo assim, todo mundo não para de correr em pânico. Como se fosse necessário conseguir alguma coisa, além de si próprio.” – Alan Watts

 

Vanessa Bonafini

Lições de Vida sobre o Câncer

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Como sobrevivente de um Câncer aprendi algumas coisas sobre a vida e a morte. E minha jornada me ensinou muito.
Apesar de ser uma jornada muito difícil de exames, consultas, e várias intercorrências o medo de recorrências  que não deixa de existir, a batalha deixa algumas lições .
Sou grata pela jornada em que estive. Porque eu aprendi algumas lições de vida bastante poderosas que me moldaram de novas maneiras. Eles me deram uma nova esperança , mais satisfação e um sentimento mais profundo de amor pela vida. Eles me fizeram uma pessoa mais feliz e grata.
É por isso que quero compartilhar lições que tenho aprendido até então . Porque você não precisa combater o câncer para se beneficiar das lições .
Quando estava lutando contra o câncer , estava ansiosa pelo momento em que poderia comemorar ser uma sobrevivente. Eu até imaginei festejar todos os anos, mas desde então , desenvolvi uma relação de amor e ódio com a tal data. Não me entenda mal, fico feliz por ainda estar viva e sou incrivelmente agradecida todos os anos. No entanto, parece errado celebrar quando se tem tantas outras vidas lutando e muitas vezes em uma situação muito pior do que eu tive, se você me  perguntasse alguns anos atrás com certeza eu diria que estaria gritando para o mundo todo ouvir Sou uma Sobrevivente !!! Mais hoje não faz o menor sentido, entende. Quando eu fui diagnosticada eu tinha certeza que não morreria, e como eu tinha essa certeza ? nem mesmo eu sei, mais tinha. Eu sabia que meus médicos queriam iniciar o tratamento imediatamente, mais nem mesmo eles sabiam como eu poderia ter sido premiada com um tipo de Carcinoma que não se encaixava no meu estilo de vida, Genética, talvez sim. E ai quando seu médico surta porque você diz que tem uma viagem e só poderia iniciar o tratamento depois de 20 dias ? Pois é, e a família surta junto, mais eu determinei que assim seria e foi.
Mais ai comecei a receber noticias que o meu Câncer foi descoberto rápido ( ele é um tipo de carcinoma bem lento ) e sendo assim não tinha se espalhado. Realmente foram excelentes noticias.
E foi ai nesse exato momento que tive mais certeza que não era minha hora, eu tinha apenas 37 anos alguns históricos na família mais você nunca imagina que você pode ser a próxima .
Tudo o que eu conseguia pensar era nos meus filhos, que eles não mereciam ficar sem a mãe. Então logo após a cirurgia, um dos médicos disse que apesar de muito grande ele tinha conseguido tirar praticamente tudo, eu pensei : Essa realmente não é minha hora e assim eu precisava acreditar no tratamento que vinha pela frente. Não digo isso para que você tenha pena, mais sim que entenda que as lições de vida começaram a surgir. O câncer traz novos sentimentos ele aprofunda todas as emoções . E a jornada de cada um é única .
Mas ao conversar com outros sobreviventes, fica claro que existem algumas grandes lições que podemos e devemos partilhar uns com os outros, afinal tudo é aprendizado.
Acredito que essas emoções e lições , são aprendidas por causa dos pensamentos únicos que temos quando se passa pela pela porta da frente da morte.
É importante salientar que ainda estou em aprendizado constante, e o medo da recorrência faz parte disso. Mas as lições de vida já existe algum tempo e vão se aprofundando. Eu tenho mudado a cada dia, e também estou abraçando a vida de uma nova maneira, mais leve, fácil e divertida. Embora a vida ainda seja difícil , tento fazer o meu melhor todos os dias por mim e pelos outros.
Então estou escrevendo para dizer que quero com minhas experiências poder ajudar você que também está enfrentando o medo do desconhecido nesse momento. Essa é uma experiência de uma mulher e mãe que enfrentou duas vezes o Câncer de frente. E Vencemos.
Vanessa Bonafini 

Eu sou e eu vou , Você é o herói desta história.

Principais fatos sobre o câncer

  • 9,6 milhões de pessoas morrem de câncer todos os anos.
  • Pelo menos um terço dos cânceres comuns são evitáveis.
  • O câncer é a segunda principal causa de morte no mundo.
  • 70% das mortes por câncer ocorrem em países de baixa a média renda.
  • Até 3,7 milhões de vidas poderiam ser salvos a cada ano implementando estratégias apropriadas de recursos para prevenção, detecção e tratamento precoces.
  • O custo econômico anual total do câncer é estimado em US $ 1,16 trilhão .

O que é o Câncer ?

O câncer é uma doença que ocorre quando alterações em um grupo de células normais do corpo levam a um crescimento anormal e descontrolado, formando um nódulo chamado tumor; isso é verdade para todos os cânceres, exceto leucemia (câncer de sangue). Se não tratados, os tumores podem crescer e se espalhar para o tecido normal circundante ou para outras partes do corpo através da corrente sanguínea e dos sistemas linfáticos, e podem afetar os sistemas digestivo, nervoso e circulatório ou liberar hormônios que podem afetar a função do corpo.

Os tumores de câncer podem ser divididos em três grupos: benignos, malignos ou pré-cancerosos

Os tumores benignos não são cancerígenos e raramente ameaçam a vida. Eles tendem a crescer muito lentamente, não se espalham para outras partes do corpo e geralmente são constituídos por células bastante semelhantes às células normais ou saudáveis. Eles só causam problemas se crescerem muito, ficarem desconfortáveis ​​ou pressionarem outros órgãos – por exemplo, um tumor cerebral dentro do crânio.

Os tumores malignos crescem mais rapidamente do que os tumores benignos e têm a capacidade de se espalhar e destruir os tecidos vizinhos. As células de tumores malignos podem se separar do tumor principal (primário) e se espalhar para outras partes do corpo através de um processo conhecido como metástase. Ao invadir tecidos saudáveis ​​no novo local, eles continuam a se dividir e crescer. Esses locais secundários são conhecidos como metástases e a condição é chamada de câncer metastático.

Pré-canceroso (ou pré-maligno) descreve a condição que envolve células anormais que podem (ou é provável que) se desenvolvam em câncer.

Tipos de Câncer 

O câncer pode ser classificado de acordo com o tipo de célula em que começa. Existem cinco tipos principais:

Carcinoma – Um câncer que surge das células epiteliais (o revestimento das células que ajuda a proteger ou envolver os órgãos). Os carcinomas podem invadir os tecidos e órgãos circundantes e fazer metástases nos gânglios linfáticos e em outras áreas do corpo. As formas mais comuns de câncer neste grupo são câncer de mama, próstata, pulmão e cólon

Sarcoma – Um tipo de tumor maligno do osso ou tecido mole (gordura, músculo, vasos sanguíneos, nervos e outros tecidos conjuntivos que sustentam e circundam os órgãos). As formas mais comuns de sarcoma são leiomiossarcoma, lipossarcoma e osteossarcoma

Linfoma e mieloma – Linfoma e mieloma são cânceres que começam nas células do sistema imunológico. O linfoma é um câncer do sistema linfático, que percorre todo o corpo e, portanto, pode ocorrer em qualquer lugar. O mieloma (ou mieloma múltiplo) começa nas células plasmáticas, um tipo de glóbulo branco que produz anticorpos para ajudar a combater a infecção. Esse câncer pode afetar a capacidade da célula de produzir anticorpos efetivamente

Leucemia – A leucemia é um câncer dos glóbulos brancos e da medula óssea, o tecido que forma os glóbulos. Existem vários subtipos; comuns são leucemia linfocítica e leucemia linfocítica crônica

Cânceres do cérebro e da medula espinhal – são conhecidos como cânceres do sistema nervoso central. Alguns são benignos, enquanto outros podem crescer e se espalhar.

Causas de Câncer 
Os cânceres podem ser causados ​​por vários fatores diferentes e, como em muitas outras doenças, a maioria dos cânceres é resultado da exposição a vários fatores causais diferentes. É importante lembrar que, embora alguns fatores não possam ser modificados, cerca de um terço dos casos de câncer podem ser prevenidos pela redução dos riscos comportamentais e alimentares.

Fatores de risco modificáveis ​​incluem:

Álcool – A evidência de que todos os tipos de bebidas alcoólicas são a causa de vários tipos de câncer agora é mais forte do que nunca. O álcool pode aumentar o risco de seis tipos de câncer, incluindo intestino (colorretal), mama, boca, faringe e laringe (boca e garganta), esôfago, fígado e estômago. As evidências sugerem que, em geral, a maioria das bebidas alcoólicas as pessoas consomem quanto maior o risco de muitos cânceres, e que mesmo a ingestão moderada de álcool aumenta o risco de câncer.

Excesso de peso ou obesidade – o excesso de peso está associado a um risco aumentado de desenvolver 12 tipos diferentes de câncer, incluindo câncer de bacia e de pâncreas. Em geral, maior ganho de peso, principalmente em adultos, está associado a maiores riscos de câncer.

Dieta e nutrição – Os especialistas sugerem que dietas e ingestão nutricional, particularmente dietas ricas em carnes vermelhas, carnes processadas, alimentos salgados e com baixa quantidade de frutas e legumes, têm um impacto nos riscos de câncer, particularmente colorretal , nasofaringe e estômago.

Atividade física – a atividade física regular não apenas ajuda a reduzir o excesso de gordura corporal e os riscos de câncer associados a isso, mas a atividade física pode ajudar a reduzir os riscos de desenvolver câncer de cólon, mama e endometrial  .

Tabaco – O fumo do tabaco contém pelo menos 80 substâncias diferentes causadoras de câncer (agentes cancerígenos). Quando a fumaça é inalada, os produtos químicos entram nos pulmões, passam para a corrente sanguínea e são transportados por todo o corpo. É por isso que fumar ou mascar tabaco não apenas causa câncer de pulmão e boca, mas também está relacionado a muitos outros tipos de câncer. Quanto mais uma pessoa fuma, mais jovens começam e quanto mais continuam fumando, todos aumentam ainda mais o risco de câncer. Atualmente, o uso do tabaco é responsável por cerca de 22% das mortes por câncer .

Radiação ionizante – Fontes de radiação sintéticas podem causar câncer e são um risco para os trabalhadores. Isso inclui radônio, raios-x, raios gama e outras formas de radiação de alta energia . A exposição prolongada e desprotegida a radiações ultravioletas do sol, lâmpadas solares e camas de bronzeamento também pode levar a melanoma e malignidades da pele. Pessoas de pele clara, indivíduos com muitas toupeiras ou com histórico familiar de câncer de pele com melanoma ou não com melanoma, correm maior risco. No entanto, pessoas de todos os tons de pele podem desenvolver câncer de pele, incluindo indivíduos com pele mais escura .

Riscos no local de trabalho – Algumas pessoas correm o risco de serem expostas a uma substância causadora de câncer por causa do trabalho que realizam. Por exemplo, verificou-se que trabalhadores da indústria de corantes químicos apresentam uma incidência mais alta que o normal de câncer de bexiga. O amianto é uma causa bem conhecida de câncer no local de trabalho – particularmente um câncer chamado mesotelioma, que mais comumente afeta a cobertura dos pulmões.

Infecção – Os agentes infecciosos são responsáveis ​​por cerca de 2,2 milhões de mortes por câncer anualmente. Isso não significa que esses cânceres possam ser pegos como uma infecção; pelo contrário, o vírus pode causar alterações nas células que as tornam mais propensas a se tornarem cancerosas.

Cerca de 70% dos cânceres do colo do útero são causados ​​por infecções por papilomavírus humano (HPV)  , enquanto câncer de fígado e linfoma não-Hodgkin podem ser causados ​​pelo vírus das hepatites B e C , e os linfomas estão ligados ao Epstein-Barr vírus .

As infecções bacterianas não eram consideradas agentes causadores de câncer no passado, mas estudos mais recentes demonstraram que pessoas com infecção pelo estômago por helicobacter pylori desenvolvem inflamação do revestimento do estômago, o que aumenta o risco de câncer de estômago.

Fatores de risco não modificáveis ​​incluem:

Idade – Muitos tipos de câncer se tornam mais prevalentes com a idade.Quanto mais as pessoas vivem, maior a exposição a agentes cancerígenos e maior o tempo para que alterações ou mutações genéticas ocorram dentro de suas células.

Substâncias causadoras de câncer (agentes cancerígenos) – são substâncias que alteram o comportamento de uma célula, aumentando as chances de desenvolver câncer. Genes são as mensagens codificadas dentro de uma célula que informam como se comportar (ou seja, quais proteínas produzir), mutações ou alterações no gene, como dano ou perda, podem alterar o comportamento dessa célula, aumentando a probabilidade de câncer.

Genética – Infelizmente, algumas pessoas nascem com um alto risco herdado geneticamente de um câncer específico (‘predisposição genética). Isso não significa que o desenvolvimento de câncer seja garantido, mas uma predisposição genética aumenta a probabilidade da doença.

Por exemplo, mulheres que carregam os genes de câncer de mama BRCA 1 e BRCA 2 têm uma maior predisposição para desenvolver essa forma de câncer do que mulheres com risco normal de câncer de mama.No entanto, menos de 5% de todo o câncer de mama é conhecido por ser devido a genes. Portanto, embora as mulheres com um desses genes tenham uma probabilidade individual maior de desenvolver câncer de mama, a maioria dos casos não é causada por uma falha genética herdada de alto risco. Isto é verdade para outros tipos de câncer comuns em que algumas pessoas têm predisposição genética – por exemplo, câncer de cólon (intestino grosso).

O sistema imunológico – As pessoas que enfraqueceram o sistema imunológico correm mais risco de desenvolver alguns tipos de câncer.Isso inclui pessoas que tiveram transplantes de órgãos e tomam medicamentos para suprimir seu sistema imunológico para interromper a rejeição de órgãos, além de pessoas que têm HIV ou AIDS ou outras condições médicas que reduzem sua imunidade a doenças.

Sinais de Sintoma de Câncer 

Com tantos tipos diferentes de câncer, os sintomas são variados e dependem de onde a doença está localizada. No entanto, existem alguns sinais e sintomas importantes a serem observados, incluindo:Nódulos ou inchaço incomuns – nódulos cancerígenos geralmente são indolores e podem aumentar de tamanho à medida que o câncer progride

Tosse, falta de ar ou dificuldade em engolir – esteja ciente de episódios persistentes de tosse, falta de ar ou dificuldade em engolir

Alterações no hábito intestinal – como constipação e diarréia e / ou sangue encontrado nas fezes

Sangramento inesperado – inclui sangramento da vagina, passagem anal ou sangue encontrado nas fezes, na urina ou na tosse

Perda de peso inexplicável – uma grande quantidade de perda de peso inexplicada e não intencional por um curto período de tempo (alguns meses)

Fadiga – que se mostra como cansaço extremo e uma grave falta de energia. Se a fadiga é causada por câncer, os indivíduos normalmente também apresentam outros sintomas

Dor ou dor – inclui dor inexplicável ou contínua, ou dor que vem e vai

Nova toupeira ou alterações em uma toupeiraprocure alterações no tamanho, forma ou cor e se ela ficar crocante ou sangrar ou escorrer

Complicações ao urinar – inclui a necessidade de urinar com urgência, com mais frequência ou a impossibilidade de ir quando você precisar ou sentir dor ao urinar

Alterações incomuns da mama – procure alterações no tamanho, forma ou sensação, alterações na pele e dor

Perda de apetite – sentir menos fome do que o normal por um período prolongado de tempo

Uma ferida ou úlcera que não cicatrizaincluindo uma mancha, ferida ou úlcera na boca

Azia ou indigestãoazia persistente ou dolorosa ou indigestão

Suores noturnos pesados – esteja ciente de suores noturnos muito pesados ​​e encharcados

Prevenção do Câncer 

Mais de um terço de todos os cânceres pode ser evitado reduzindo a exposição a fatores de risco como tabaco, obesidade, inatividade física, infecções, álcool, poluição ambiental, agentes cancerígenos ocupacionais e radiação.A prevenção de certos tipos de câncer também pode ser eficaz através da vacinação contra o vírus da hepatite B (HBV) e o vírus do papiloma humano (HPV), ajudando a proteger contra câncer de fígado e câncer de colo uterino, respectivamente.

Reduzir a exposição a outros agentes cancerígenos, como poluição ambiental, agentes cancerígenos ocupacionais e radiação, pode ajudar a prevenir novos tipos de câncer.

Detecção precoce de câncer

Há um número de cânceres que podem ser identificados precocemente, o que ajuda a melhorar as chances de resultados bem-sucedidos do tratamento, geralmente a custos mais baixos e com menos efeitos colaterais (ou menos significativos) para os pacientes. Existem testes econômicos que ajudam a detectar os cânceres colorretal, mamário, cervical e oral precocemente e outros testes estão sendo desenvolvidos para outros tipos de câncer.

Consulte o seu médico para obter orientações sobre as recomendações nacionais sobre vacinas, testes e exames.

Estadiamento do câncer

A classificação do câncer por extensão anatômica da doença, ou seja, estágio, é essencial para o atendimento ao paciente, pesquisa e controle do câncer.O sistema de estadiamento UICC TNM é a linguagem comum adotada pelos profissionais de saúde oncológica para comunicar a extensão do câncer em pacientes individuais. Uma vez que o estágio do câncer é conhecido e compreendido, isso geralmente é uma base para decidir o tratamento apropriado e o prognóstico individual. Também pode ser usado para informar e avaliar as diretrizes de tratamento e constitui informação vital para os formuladores de políticas que desenvolvem ou implementam o controle do câncer, planos de prevenção e pesquisa.

A classificação TNM concentra-se na extensão anatômica do tumor e é determinada pela avaliação das seguintes categorias:

  • T descreve o tamanho do tumor principal (primário)
  • N descreve se o câncer se espalhou para os linfonodos próximos
  • M descreve se o câncer foi metastizado (espalhado do tumor primário para outra parte do corpo)

Gerenciando e tratando o Câncer

Seu tratamento depende do tipo de câncer, onde ele é, qual é o tamanho, se espalhou e sua saúde geral. Os tipos gerais de tratamentos incluem: cirurgia, quimioterapia, radioterapia, terapia hormonal, imunoterapia e terapia genética.

Cirurgia

Se um câncer não tiver metastizado (propagação), a cirurgia pode remover todo o câncer, o que pode curar completamente a doença. Muitas vezes, isso é eficaz na remoção da próstata, mama ou testículo.

Radioterapia

O tratamento com radiação ou radioterapia utiliza raios de alta energia para reduzir um tumor ou destruir células cancerígenas como tratamento independente e, em alguns casos, em combinação com outros tratamentos contra o câncer.

Quimioterapia

A quimioterapia usa produtos químicos para interferir na maneira como as células se dividem – danificando o DNA – para que as células cancerígenas se destruam. Esses tratamentos têm como alvo células que se dividem rapidamente (não necessariamente apenas células cancerígenas), mas as células normais geralmente podem se recuperar de qualquer dano induzido por substâncias químicas, enquanto as células cancerígenas não. A quimioterapia é geralmente usada para tratar o câncer que se espalhou ou metastatizou porque os medicamentos viajam por todo o corpo. É um tratamento necessário para algumas formas de leucemia e linfoma.

Imunoterapia

A imunoterapia usa o sistema imunológico do corpo para combater o câncer. A imunoterapia pode tratar o corpo todo, dando um agente que pode encolher os tumores.

Terapia hormonal

Vários cânceres têm sido associados a alguns tipos de hormônios, incluindo câncer de mama e próstata. A terapia hormonal trabalha para alterar a produção hormonal no corpo, de modo que as células cancerígenas parem de crescer ou sejam completamente mortas.

Terapia de genes

O objetivo da terapia gênica é substituir os genes danificados por aqueles que trabalham para solucionar uma causa raiz do câncer: danos ao DNA. Outras terapias baseadas em genes concentram-se em mais danos no DNA das células cancerígenas, a ponto de as células se destruírem. No entanto, a terapia genética é nova e ainda não resultou em nenhum tratamento bem-sucedido.

Sobrevivência

A sobrevivência se concentra na saúde e nas questões físicas, psicológicas, sociais e econômicas que afetam as pessoas após o término do tratamento primário do câncer, incluindo pessoas que não têm doença após o término do tratamento, pessoas que continuam recebendo tratamento para reduzir o risco de câncer, e pessoas com doença bem controlada e poucos sintomas, que recebem tratamento para gerenciar o câncer como uma doença crônica.

Os cuidados de sobrevivência incluem questões relacionadas aos cuidados de acompanhamento, gerenciamento de efeitos colaterais tardios do tratamento, melhoria da qualidade de vida e saúde psicológica e emocional. Os cuidados de sobrevivência também incluem tratamento anticâncer futuro, quando aplicável. Membros da família, amigos e cuidadores também devem ser considerados como parte da experiência de sobrevivência.

Cuidado paliativo

Os cuidados paliativos ocorrem ao longo da jornada do paciente, do diagnóstico à cura ou ao fim da vida, e são projetados para aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida de um paciente com câncer. Pode ser usado para responder a sintomas preocupantes, como dor ou doença, e também para reduzir ou controlar os efeitos colaterais dos tratamentos contra o câncer. No câncer avançado, o tratamento paliativo pode ajudar alguém a viver mais e a viver confortavelmente, mesmo que não possa ser curado.

Fonte: O Dia Mundial do Câncer é uma iniciativa do
União para o Controle Internacional do Câncer (UICC)

hello@worldcancerday.org

Dia Mundial do Câncer

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O Dia Mundial do Câncer tem como objetivo unir o mundo na luta contra o câncer todos os anos em 4 de fevereiro, capacitando todo o mundo a mostrar apoio, levantar uma voz coletiva e agir.

O foco é enfatizar a importância do papel de cada pessoa na luta contra o câncer e reforçar que todos tenham o poder de reduzir o impacto do câncer.

Um passo fundamental para reduzir o impacto é procurar a prevenção e entender como diminuir o risco de desenvolver a doença. Muitos fatores do estilo de vida, como dieta e tabagismo, podem ter um papel na probabilidade de contrair câncer. Estima-se que 30-50% dos casos de câncer são evitáveis, evitando esses fatores de risco.

A obesidade é a segunda maior causa de câncer. Enquanto as pessoas fazem suas próprias escolhas alimentares, é responsabilidade do governo implementar as medidas necessárias para combater o aumento das taxas de obesidade. Embora possamos pensar que estamos no controle do que comemos, provavelmente todos estamos sendo influenciados mais do que imaginamos. Marketing, custo e conveniência influenciam subconscientemente nossas decisões  o que pode não ser necessariamente o os mais saudáveis.

Os níveis de exercício são um componente essencial da obesidade e vários estudos analisaram a associação entre atividade física, excesso de gordura e câncer. Embora não esteja totalmente estabelecido, vários produtos químicos e hormônios (como estrogênio e insulina) parecem afetar as vias de sinalização celular que podem levar ao desenvolvimento de câncer. O exercício pode ajudar a diminuir os níveis desses hormônios no corpo e, portanto, reduzir o risco de divisão celular incontrolável. Embora manter-se ativo possa não resultar necessariamente em perda de peso, pode desempenhar um papel vital na manutenção de um peso saudável reduzindo o risco de 13 tipos de câncer. Os benefícios imediatos do exercício incluem a prevenção do câncer de intestino e de mama, melhora do humor e níveis mais altos de energia.

A maioria das pessoas sabe que hábitos alimentares pouco saudáveis ​​podem levar a problemas como doenças cardíacas ou obesidade. No entanto, recentemente, tem havido foco no consumo de certos tipos de alimentos e produtos químicos encontrados nos alimentos e seus efeitos no câncer. Existem muitas controvérsias em torno de grupos de alimentos, por exemplo, carne e laticínios, com estudos alegando que eles aumentam ou diminuem as chances de desenvolver a doença.

A carne processada surgiu nos últimos anos como um alimento que deve ser consumido com moderação e deve ser limitado a cerca de 70g por dia. Estima-se que 3 em 20 dos casos de câncer de intestino masculino sejam causados ​​como resultado do consumo excessivo de carne vermelha. Embora as pessoas sejam as principais responsáveis ​​pelos alimentos que ingerem, as empresas de fabricação de alimentos podem reduzir os danos, assegurando uma rotulagem clara dos alimentos e reduzindo a presença de produtos químicos e aditivos prejudiciais.

Demonstrou-se que o consumo de álcool está associado como fator de risco a cânceres da cavidade oral, esôfago, fígado e muito mais. No entanto, atualmente não há evidências de que o consumo excessivo de álcool seja melhor ou pior em termos de risco e frequência de câncer. Numa relação diretamente proporcional, o risco de câncer parece aumentar à medida que a quantidade de álcool aumenta. O álcool também pode aumentar os níveis de estrogênio no corpo, o que está associado a um maior risco de câncer de mama.

Há muito que os fumantes são informados de um risco aumentado de câncer de pulmão. Somente nos EUA, 80 a 90% de todos os casos de câncer de pulmão são atribuíveis ao fumo. A ausência do hábito pode prevenir quinze tipos diferentes de câncer; no entanto, as consequências são piores quanto mais pessoas fumam. A pesquisa sugere que uma mutação no DNA com potencial para causar câncer ocorre uma vez a cada quinze cigarros fumados. A combinação de álcool e fumo aumenta o risco em cerca de 33%. O fumo passivo também aumenta o risco de não-fumantes desenvolverem câncer de pulmão, laringe e faringe.

Os fatores de risco acima não são a única causa ou correlação única para o desenvolvimento de câncer e estão todos associados a relacionamentos complexos. Devemos  considerar a prevenção como uma maneira de reduzir o impacto do câncer, todos podem compartilhar conhecimento e conscientizar as pessoas sobre as mudanças a serem feitas.

“Vencer o câncer é uma batalha pessoal. Foi um dos adversários mais difíceis que já enfrentei e acho que me saí razoavelmente bem. ” Vanessa Bonafini

Ter câncer aumenta o risco de desenvolver outros tipos de câncer?

  • O risco de desenvolver um segundo câncer não relacionado após o tratamento é pequeno, mas certos fatores, como a genética, podem aumentar esse risco em algumas pessoas.
  • Em alguns casos, os pacientes podem tomar medidas para reduzir as chances de desenvolver um segundo câncer.

As pessoas que tiveram câncer podem, em alguns casos, ter um risco acima da média de desenvolver um novo câncer – ou seja, um câncer não relacionado à disseminação ou metástase do tumor original. Embora a grande maioria das pessoas diagnosticadas com câncer não desenvolva uma malignidade diferente mais tarde na vida, é importante que os sobreviventes estejam cientes dos fatores que podem colocá-los em risco.

É difícil determinar a extensão desse risco. Por um lado, as taxas de muitos cânceres aumentam com a idade: quanto mais velha a pessoa fica, maior a probabilidade de ela desenvolver certas formas de câncer, independentemente de ela ter tido câncer no passado.

Pessoas cujo câncer inicial foi associado a certos fatores ambientais ou problemas de estilo de vida – como exposição a substâncias nocivas no trabalho ou em casa, tabagismo, exposição excessiva ao sol, má alimentação ou abuso de drogas – podem estar em risco de futuros cânceres do mesmo tipo ou tipo diferente. Em muitos casos, esses riscos podem ser reduzidos adotando hábitos mais saudáveis ​​ou reduzindo ou eliminando a exposição a substâncias que desencadearam o primeiro câncer. Exemplos incluem parar de fumar e evitar queimaduras solares.

Genética

Como a idade, existem vários fatores além do controle de um indivíduo que podem influenciar o risco de um segundo câncer. Um deles é a genética. Pessoas que herdam mutações genéticas ou outras anormalidades podem estar em risco de uma variedade de tipos diferentes de câncer. Indivíduos com uma mutação nos genes BRCA1 ou BRCA2 , por exemplo, têm um risco aumentado de câncer de ovários e trompas de falópio em mulheres, mama , próstata (em homens) e pâncreas . Esses indivíduos permanecem em risco elevado para esses tipos de câncer, mesmo que tenham sido submetidos a tratamento para um deles.

Em alguns casos, os pacientes podem tomar medidas para reduzir suas chances de desenvolver um segundo câncer. Uma mulher com uma mutação no gene BRCA que desenvolve câncer de mama pode ter a opção de remover os seios e os ovários cirurgicamente para reduzir o risco de câncer de mama ou ovário no futuro.

Radiação e quimioterapia

Algumas das terapias usadas para tratar o câncer também podem aumentar o risco de outras doenças malignas. A terapia de radiação e muitos tipos de quimioterapia funcionam danificando o DNA das células tumorais, causando sua morte. Mas esse dano também pode ocorrer nas células normais, potencialmente colocando-as no caminho do câncer.

Regimes de intensidade reduzida

À medida que os médicos adquirem experiência com diferentes tipos de terapia, muitas vezes conseguem desenvolver regimes de intensidade reduzida que matam efetivamente células cancerígenas, mas produzem menos riscos a longo prazo. Isto é particularmente verdade no campo do câncer infantil.

Exibições

Para muitos sobreviventes, especialmente aqueles cujo tratamento ou genética podem colocá-los em maior risco de um segundo câncer, os médicos podem sugerir exames mais frequentes para detectar esses tipos de câncer nos estágios mais iniciais e tratáveis.

 

 Fonte : Dana-Farber Cancer Institute

Vanessa Bonafini

Espiritualidade e Câncer existe relação ?

Atitudes, ligadas ou não à religião, moldam a forma como as pessoas encaram um problema de saúde.

Espiritualidade é um relacionamento que você tem com um poder superior que lhe dá significado ou propósito , espiritualidade significa algo diferente para cada um de nós, e nós expressamos da nossa maneira. O que eu amo na espiritualidade é que varia de pessoa para pessoa, mas é tudo o que lhe dá uma sensação de conexão .

Quando o câncer coloca a fé em questão , medo, dúvida e raiva são emoções normais quando enfrentamos os diagnóstico da doença . Essas emoções podem fazer com que você questione suas crenças espirituais.

Essas crises de fé são uma parte importante do desenvolvimento espiritual. Mas a realidade é que, não importa o tão espiritual você seja ou fieis somos, podemos não ter controle num primeiro momento, então permita-se sentir raiva e até questionar sua fé. Ao se permitir sentir-se assim, você pode chegar a um lugar de aceitação ou de uma melhor compreensão  de seus sentimentos, o que vai ajudar a seguir em frente.

Quantas pessoas você conhece pessoalmente, que você acredita que são realmente saudáveis ? Não estou falando somente de pessoas que fazem exercícios  e tem uma alimentação mais natural. Estou falando de saúde total : física , emocional e mental.

Para a maioria de nós, esse número é infelizmente pequeno nos dias de hoje. A verdade é que não é só o câncer que está em ascensão . As taxas de diagnóstico de diabetes, depressão , demência e os níveis de stress diários tem vindo a aumentar de forma constante, mesmo entre as gerações mais jovens.

Precisamos aprender a melhorar a nossa qualidade de vida, gerenciar o stress diário , e prolongar a mudança de vida para assim ter longevidade .

O ser humano é um ser espiritual. Sem essa premissa, não é possível propor um cuidado de saúde verdadeiramente holístico. Nesse sentido, a espiritualidadpode ser definida como a essência da existência humana, a maneira como o indivíduo se conecta com o transcendente e com aquilo que dá valor, significado e propósito para sua vida. Diante de situações difíceis, caso de doenças graves como o câncer, ela pode ajudar a lidar com o adoecimento e proporcionar ao paciente um melhor bem-estar psíquico e físico, além de menos dor e depressão.

A relação que a espiritualidade estabelece com a saúde física, psicológica e social é complexa e, ainda hoje, apenas parcialmente conhecida. Não se deve, portanto, estabelecer relações simples entre a vida espiritual e o resultado de tratamentos oncológicos.

A espiritualidade será sustento das esperanças dos pacientes, independentemente dos desfechos alcançados, apoiando-os em todas as fases do tratamento, desde o diagnóstico até a cura ou mesmo até a terminalidade. Ela é onipresente ao longo de toda a jornada do cuidado. Basta estar atento a ela, ouvindo-a e falando abertamente a respeito.

Hoje, tratar da espiritualidade é algo muito mais simples do que há dez anos atrás.  Hoje no âmbito de pesquisa científica, tem alguns estudos realizados  para avaliar as barreiras que impedem o cuidado espiritual  e a importância que os profissionais de saúde atribuem ao tema.

Sem dúvida, há uma abertura muito maior à integração da espiritualidade no conjunto dos cuidados. Mas, mais do que buscar uma associação entre cura e espiritualidade, o que nós precisamos é entender que ela pode e deve fazer parte do tratamento oncológico.

De qualquer forma, é fundamental que todo o tratamento esteja sempre atento a perspectiva do paciente .

Vanessa Bonafini

Você pode diminuir seu risco de câncer?

Uma dieta saudável deve pesar em vegetais e pular álcool, bebidas açucaradas e alimentos processados

 

Na maioria das vezes, quando alguém sofre de câncer, é por causa de genes ruins ou má sorte. Mas até quatro em cada dez cânceres podem ser evitados. E a dieta provavelmente desempenha um papel importante na redução (ou aumento) do seu risco.

Não é de surpreender que vegetais e frutas reduzam o risco de câncer, de acordo com Teresa Fung, professora adjunta do Departamento de Nutrição da Escola de Saúde Pública de Harvard TH Chan e editora do corpo docente da Healthy Eating. Provavelmente também não ficará chocado ao saber que bacon, fast food e bebidas açucaradas se enquadram na categoria oposta. Mas como você pode ter certeza de quais alimentos comer e quais evitar?

Um guia alimentar para a prevenção do câncer

Embora muitos estudos ao longo dos anos tenham sido analisados com diferentes   alimentos influenciam o risco de câncer, os estudos mais recentes que examinam as associações entre alimentos e câncer e faz recomendações sobre o que comer para uma boa saúde.

O estudo analisou os hábitos alimentares e a saúde de 42.000 pessoas, com 40 anos ou mais, que estavam livres de câncer no início do estudo. Os pesquisadores acompanharam os participantes por oito anos, pesquisando-os em intervalos de seis meses sobre seus hábitos alimentares. Eles então procuraram ver quem foi diagnosticado com câncer. Eles descobriram que as pessoas cujas dietas estavam mais alinhadas com as recomendações  eram as menos propensas a contrair câncer , tendo um risco de câncer 12% menor do que todos.

Alimentos para comer

As recomendações  refletem de perto o que os especialistas em nutrição vêm dizendo há anos, incluindo que você deve seguir uma dieta equilibrada e variada que inclua alimentos minimamente processados. Mas as diretrizes da WCRF / AIC  (Instituto Americano para o Câncer) compilaram todas essas informações em um guia que é atualizado citam alimentos específicos que estão associados a menor risco de câncer, particularmente estes:

Frutas, vegetais e grãos integrais (como trigo integral, centeio, milho, cevada e aveia). Estudos descobriram fortes evidências de que a ingestão regular desses alimentos ajuda a prevenir o câncer colorretal e o câncer do trato respiratório e digestivo. Além de reduzir o risco de câncer, esses alimentos também podem diminuir o risco de doenças crônicas e ajudar a manter seu peso sob controle. Quando se trata de vegetais, escolha cores. Cores diferentes têm tipos diferentes de nutrientes e antioxidantes , Tente incorporar qualidade e variedade.

Lacticínios. Os pesquisadores descobriram evidências de que produtos lácteos podem reduzir o risco de câncer colorretal.

Ignorar o suplemento

A menos que você esteja em um grupo de alto risco, como adultos mais velhos, mulheres grávidas ou crianças pequenas – em outras palavras, pessoas que precisam de um suplemento para evitar uma deficiência de vitamina – provavelmente é melhor pular suplementos alimentares. A pesquisa não descobriu que os suplementos protegem contra o câncer, e altas doses de certas vitaminas e minerais podem realmente aumentar o risco de certos tipos de câncer. Muitos especialistas acreditam que é melhor obter as vitaminas dos alimentos sempre que possível.

Alimentos a evitar

No outro extremo do espectro estão os alimentos que devem ser consumidos apenas em quantidades limitadas ou totalmente evitados.

Carnes vermelhas e processadas. A carne vermelha inclui todos os tipos de carne bovina, bem como vitela, porco, cordeiro e cabra, entre outros. Carnes processadas são aquelas salgadas, curadas, fermentadas ou defumadas, como salame, bacon, salsicha ou cachorro-quente.

“Essa evidência é muito forte de que evitar carne vermelha e carnes processadas pode ajudar a reduzir o risco de câncer colorretal”, diz Fung. A incidência desse câncer cresceu nos últimos 10 anos. Por que isso ocorreu não está claro, mas a epidemia da obesidade provavelmente desempenhou um papel. Mas o aumento provavelmente não pode ser atribuído exclusivamente ao aumento da obesidade. Outros fatores, como dieta, provavelmente também estão em jogo.

Para reduzir o risco de câncer colorretal, recomenda que, se você comer carne vermelha, tente ficar com três porções ou menos por semana e evite carne processada sempre que possível.

Álcool. Más notícias para quem gosta de tomar um drinque normal, o álcool mesmo em quantidades moderadas, está associado a taxas mais altas de muitos tipos de câncer. Não há absolutamente nenhuma controvérsia de que o consumo excessivo de álcool aumenta o risco de câncer . Estudos associaram o consumo de álcool ao câncer de boca e câncer de faringe, laringe e esôfago e a câncer de mama na pré e pós-menopausa. Tomar duas ou mais bebidas por dia aumenta o risco de câncer colorretal, e ter três ou mais está associado a câncer de estômago e fígado.

Se o objetivo é a prevenção do câncer, é melhor não beber álcool.

Fast food, alimentos altamente processados ​​e bebidas açucaradas. Fast foods e alimentos processados ​​são definidos  como aqueles com alto teor de açúcar, amido e gordura. A principal razão pela qual as pessoas devem evitar comer esses alimentos regularmente é que elas podem contribuir para o ganho de peso. O mesmo vale para bebidas açucaradas.

Outros hábitos de prevenção do câncer

O controle de peso é outro elemento essencial da prevenção do câncer. Estar acima do peso ou obeso aumenta o risco de

  • câncer de mama na pós-menopausa
  • cancro do ovário
  • Câncer do endométrio
  • câncer de boca
  • câncer da faringe
  • câncer de laringe
  • câncer de esôfago
  • Câncer de estômago
  • câncer de pâncreas
  • câncer de vesícula biliar
  • câncer de fígado
  • cancêr de rins.

Como a obesidade é um fator de risco para muitos tipos de câncer, é importante evitar ganho de peso desnecessário. Isso significa seguir uma dieta nutritiva e sensata.

Para perder peso ou manter um peso saudável, escolha um padrão alimentar saudável com o qual possa manter-se durante um longo período. Pergunte a si mesmo, você pode continuar isso pelo resto da sua vida?Porque se você não puder, não é algo que o ajudará a sustentar a perda e manutenção de peso a longo prazo.

Sua dieta não deve ser algo que exija muita comida incomum, hábitos incomuns ou tempo e qualidade incomuns de comer. Essas estratégias são difíceis de aderir.

Exercitar-se regularmente também pode reduzir o risco de câncer. Isso é verdade não apenas porque pode ajudá-lo a manter um peso saudável, os pesquisadores também descobriram que o exercício regular por si só reduz o risco de câncer de cólon, mama e endometrial.

Vanessa Bonafini