A história da Quimioterapia Moderna.

A história da quimioterapia moderna começa ironicamente em um dos eventos mais infames da Segunda Guerra Mundial. No dia 2 de dezembro de 1943 diversos navios aliados esperavam para descarregar no porto de Bari, no sul da Itália. Dentre eles, o navio americano US Liberty Ship John Harvey, secretamente carregado com toneladas do agente mostarda, para ser usado como arma química na campanha aliada na Itália.

Neste dia, um ataque surpresa da força aérea alemã afundou 28 navios ancorados no porto, dentre eles o John Harvey, no evento conhecido como “pequeno Pearl Harbor”. A fumaça tóxica liberada pelo navio em chamas expôs centenas de militares e moradores de Bari ao tóxico.

O agente mostarda é uma devastadora e cruel arma química que age provocando lesões de pele, olhos, cegueira, edema pulmonar, entre outros, podendo levar à morte se a exposição for intensa. De acordo com a convenção de armas químicas em 1997, seu uso foi banido em todo o planeta.

Após o ataque, dois farmacologistas norte-americanos foram chamados para investigar os efeitos do agente mostarda em humanos, Louis S. Goodman e Alfred Gilman. Dentre as catastróficas agressões ao organismo, os pesquisadores identificaram uma dramática redução na quantidade de células brancas sanguíneas.

Nos anos seguintes, estes pesquisadores desenvolveram derivados do agente mostarda com o objetivo de tratar linfomas e leucemias, cânceres derivados das células brancas sanguíneas. Suas descobertas salvaram milhares de vidas e abriram portas para o desenvolvimento de toda uma nova classe de medicamentos para o tratamento de câncer.

A medicina transformou uma molécula química feita para matar em algo capaz de curar.

A imagem pode conter: texto e atividades ao ar livre

Dr. Felipe Ades MD PhD – Oncologista

Eu gosto demais de acompanhar o Dr: Felipe no Facebook ou Youtube, acredito que ele consegue explicar tudo de uma maneira mais simples sem muitos termos médicos complicados rsrsrrs.

Felipe Ades é médico formado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com especialidade em Oncologia Clinica pelo Instituto Nacional de Câncer (INCa). Passou 5 anos na Europa onde adquiriu os títulos de mestre no Institut Gustave Roussy em Paris e doutor (PhD) no Institut Jules Bordet em Bruxelas. Trabalhou em diversos aspectos da pesquisa em câncer, desde estudos em laboratório, testes de novos medicamentos com pacientes e políticas de saúde e saúde coletiva em câncer. Atualmente trabalha no Centro Paulista de Oncologia do Grupo Oncoclínicas e no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Nas horas vagas é mountain biker e guitarrista amador e aspirante a alpinista.

Vou deixar o link da página dele, para quem quiser mais informações .

http://www.drfelipeades.com

Remédios contra câncer demoram para a rede privada e não chegam ao SUS. Novos medicamentos aprovados pela Anvisa levam tempo até serem adotados por planos de saúde. Rede pública não tem produtos disponíveis.

 

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Com algum atraso, o Brasil até consegue aprovar novas drogas contra o câncer. No entanto, elas não chegam aos pacientes – ou pelo menos não na velocidade com que deveriam após receberem o aval para comercialização no país. Essa é a opinião de especialistas consultados pelo Metrópoles sobre o gargalo de medicamentos para combater tumores liberados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para venda no território nacional, em comparação com o que é aprovado lá fora.

No caso da rede pública, esse tipo de remédio não chega aos pacientes desde 2010. Nos últimos sete anos, os medicamentos oncológicos deixaram de fazer parte da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais da rede pública, o Rename, uma espécie de “cardápio” de drogas à disposição de médicos nas unidades de saúde. Esse documento é atualizado a cada dois anos. Para os tumores, vale o que determinam as diretrizes terapêuticas editadas pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec).

A comissão do Ministério da Saúde funciona por demanda e analisa a incorporação ou não de protocolos e drogas às diretrizes conforme pedidos. São solicitações de farmacêuticas, sociedades médicas ou secretarias estaduais, por exemplo. A última incorporação em câncer foi feita no ano passado, quando a pasta passou a recomendar o uso do pertuzumabe a pacientes com câncer de mama HER2 positivo avançado, a exemplo do que já acontece em países desenvolvidos e na saúde privada.

De acordo com os especialistas, as tais incorporações – quando acontecem – não passam de meras recomendações. O fato de o ministério chancelar o uso de determinada droga para algum diagnóstico não significa que o paciente terá acesso ao medicamento.

“Segundo a própria diretriz, aquilo ali é só uma orientação. Então, de que adianta? Para que serve? No fim das contas, cada centro decide o que pode ou deve oferecer”, pontua Tiago Farina, diretor jurídico da ONG Instituto Oncoguia, voltada a informar pacientes e familiares.

Hoje, o tratamento de câncer na rede pública é feito por meio de repasses mensais do Ministério da Saúde aos hospitais habilitados em oncologia. Independentemente do estabelecido pela diretriz terapêutica, cada centro tem autonomia para oferecer seu próprio cardápio de medicamentos, segundo sua avaliação de prioridade e verba disponível. Por isso, alguns especialistas costumam dizer que não existe um único SUS no Brasil, mas, sim, vários.

“Dependendo do hospital onde o paciente vai cair, ele pode ter a expectativa de vida diferente de outro. Porque, no fundo, cada unidade de saúde tem sua lista de medicamentos”, afirma Farina.

Conforme reforçou o Ministério da Saúde, em nota, a pasta não é responsável pela compra de medicamentos “e, sim, pelo repasse de recursos para que as unidades adquiram o necessário”. Mas, em “casos excepcionais, seja por desabastecimento ou dificuldade de aquisição de mercado”, realiza a compra centralizada de sete rótulos: a talidomida, o mesilato de imatinibe, dasatinibe, cloridrato de nilotinibe, rituximabe, trastuzumabe e da dactinomicina.

Ainda de acordo com a pasta, uma nova padronização compactuada pela Comissão Intergestores Tripartite neste ano prevê que a Rename 2018 volte a incluir o rol de substâncias oncológicas na edição. Pelas estimativas, a lista deste ano deve vir 25% maior, com 1.098 medicamentos, em vez dos 896 da edição anterior.  As substâncias devem ainda vir com a indicação de onde podem ser encontradas e qual o órgão responsável pela sua aquisição (União, estados ou municípios).

Das 60 substâncias aprovadas pelo FDA nos EUA nos últimos anos, nenhuma delas passou até agora pelo crivo da Conitec para incorporação – ou sugestão de uso – no SUS. Atualmente, sete substâncias aguardam análise da comissão para entrarem nas diretrizes. Uma delas, o tosilato de sorafenibe, com pedido de aprovação nos casos de carcinoma hepatocelular não ressecável, teve a comercialização concedida pela Anvisa em 2009.

“O problema do SUS é o custo das drogas”, avalia Sergio Simon, da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC).

Esses novos medicamentos conseguem boas taxas de cura e sobrevida, mas a pergunta a ser respondida é: a que custo? Essa equação é que, muitas vezes, não fecha.

Sergio Simon, presidente da SBOC

Uma solução, segundo o oncologista, pode ser remanejar custos em saúde pública, como o abandono de tecnologias ultrapassadas com priorização de novas, mais eficazes.

 

Planos de saúde
Para os usuários da rede privada, os medicamentos chegam, mas o atraso prejudica o atendimento. As listas destinadas a reger quais remédios podem ou não serem dados a pacientes, seja via planos de saúde ou no SUS, só são atualizadas a cada dois anos. Em matéria de câncer, essa demora é uma eternidade. No caso dos convênios, o documento responsável por traçar procedimentos e definir as medicações que devem ser cobertas pelas empresas é publicado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

“Se essa lista passar por alteração em janeiro e uma nova droga for aprovada em março, por exemplo, significa que o convênio pode se negar a custear esse tratamento até a nova atualização da lista, daí são mais dois anos”, comenta Maluf. Isso vale especialmente para drogas orais – elas representam grande parte das armas mais modernas lançadas no mercado contra tumores.

A última atualização do rol da ANS passou a vigorar em fevereiro de 2018 e incluiu oito medicamentos orais para cinco diferentes tipos de câncer. Quatro deles constam entre os 60 aprovados nos últimos anos nos Estados Unidos: dabrafenibe, trametinibe (ambos para melanoma), afatinibe (para câncer de pulmão) e ruxolitinibe (mielfibrose).

São eles também os que representarão maior impacto financeiro para as operadoras com a atualização da lista, conforme as contas da Federação Nacional de Saúde Suplementar. Um ano de tratamento com o dabrafenibe, por exemplo, custa em média R$ 500 mil por paciente.

Pesquisas
Para compreender o universo da aprovação de medicamentos pelo governo brasileiro, o Metrópoles cruzou dados das novas terapias adotadas nos Estados Unidos, berço de grande parte das pesquisas, nos últimos cinco anos e comparou com o que teve entrada liberada no mesmo período no Brasil. Das 60 novas substâncias ativas (NAS, na sigla em inglês) aprovadas pelo Food and Drug Administration (FDA) entre 2013 e 2017, 32 foram autorizadas no Brasil até agora. Os números americanos são da IQVIA, empresa estrangeira especializada em reunir informações do mercado de remédios. Aqui no Brasil, os dados são da Anvisa.

Significa que apenas metade dos novos remédios passou pelas mãos da agência sanitária brasileira. As drogas tratam 24 diferentes tipos de tumores, a maioria no sangue. A última aprovação no país foi em relação ao avelumabe, um imunoterápico contra um tipo muito raro e agressivo de câncer de pele. A substância recebeu sinal verde da Anvisa no início de junho, seis meses depois dos EUA.

Para os médicos, no entanto, a maior preocupação não é o número. Mais dia, menos dia, argumentam, as drogas acabam chegando. O verdadeiro algoz dos pacientes é o relógio.

“O processo ainda é lento, mas a Anvisa tem melhorado bastante a questão do tempo de aprovação”, pondera o oncologista Fernando Maluf, diretor do Instituto Vencer o Câncer e coordenador do Centro de Oncologia do Hospital Santa Lúcia em Brasília.

 

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ISTOCK

“O obstáculo não é aprovar”, reforça Sergio Simon, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica. “A Anvisa tem uma equipe bastante competente para isso e tem tentado diminuir o tempo de espera. Obstáculo é fazer chegar ao paciente”, diz. Segundo o especialista, a diminuição do prazo de atualização da lista da ANS, bem como a incorporação de drogas que seguem alheias ao documento, é uma das batalhas atuais de entidades médicas junto à saúde suplementar. A pressão é no sentido de que o tempo caia para até 90 dias após a canetada da agência sanitária.

A atualização a cada dois anos por si só é um absurdo. Fora isso, existe um deadline. Para a lista de 2020, o prazo para protocolar o pedido (de incorporação, para posterior avaliação) é agora em outubro. Imagine então que, se uma nova substância for aprovada em novembro, ela só chegará aos pacientes a partir de 2022.
Sergio Simon, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica.
Carolina Samorano

MUCOSITE PARTE II

Mucosite é uma inflamação na mucosa oral ( da boca) e também do tubo digestivo e mucosa intestinal. Esta manifestação inflamatória ocorre devido o tratamento oncológico, pela toxidade da quimioterapia ou também radioterapia.” (Dr.ª Angélica Sant´Anna – dentista).

Durante todo meu tratamento eu tive muita mucosite, e o começo foi muito complicado. Primeiro que ninguém disse que antes de começar o tratamento eu deveria procurar um dentista, sendo assim tive dias muito complicados minha mucosite atacou a garganta nem água eu conseguia tomar quem diria me alimentar, até que um dia na quimioterapia o enfermeiro que me acompanhava ( desculpe não recordo o nome nesse momento) sempre muito atencioso e atento, achou que eu não estava bem, foi aí que falei que sentia dificuldades em me alimentar estava com a boca cheia de aftas . Ele no mesmo momento anotou o telefone de uma uma dentista oncológica que poderia me ajudar – Dr: Letícia Lang Bicudo, sai aquele dia da quimioterapia e fui direto para o consultório da dentista, que foi uma querida atendeu sem hora marcada tamanho era o meu desespero, e assim foi todos os 2 meses de tratamento saia todos os dias da quimioterapia e radioterapia direto para dentista, fazia aplicação de laser, ela mudou pasta de dente, enxaguante bucal enfim ela foi meu anjo durante todo o tratamento acredito que sem ela o tratamento seria muito mais difícil . Hoje em dia é o que sinto muita falta morando no EUA, pouco se sabe sobre ( dentista oncológico ) e posso dizer com certeza que é o acompanhamento e primordial durante e após o tratamento.

Mal sabia eu que um ano depois que a Dr: Letícia também cuidaria do meu filho, mais essa história vou contar mais para frente.

Na área de odonto-oncologia, o que me faz feliz é saber que determinado paciente consegue comer, engolir. Vejo que estou mesmo na profissão certa, sou muito preocupada com todos eles, quero ajudar e me envolvo. Não consigo ser diferente”. (Letícia Lang Bicudo)

Letícia Lang Bicudo é de Carazinho (RS), formou-se em Odontologia em 1997 pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, onde morou durante vinte anos. Chegou em Londrina em 2006 trazendo um tratamento odontológico diferenciado ao paciente com câncer, estando instalada atualmente no seu consultório odontológico na Pro Onco – Centro de Tratamento Oncológico, uma bem equipada clinica localizada na avenida Adhemar Pereira de Barros. Já trabalhou com pacientes portadores de necessidades especiais, atuando em Apaes, Associação de Surdos e como docente na UNIPAR, sempre com muita paciência, amor e dedicação. “Acabei conhecendo a oncologia e fui me interessando cada vez mais. Fiz também uma especialização em Saúde Pública e Ação Comunitária, pois trabalhava num posto de saúde e numa escola pública. Depois me mudei para Bauru (SP) e fui fazer pós-graduação em São Paulo, na área específica de Odonto Oncologia, pela Sociedade Brasileira de Cancerologia. Fiz cursos nessa área e em laserterapia e me aprofundei visando dar atendimento odontológico a pacientes que fazem tratamento radioterápico e quimioterápico. É algo bem específico, já que a imunidade das pessoas submetidas a ambos os tratamentos cai consideravelmente. As células de defesa normalmente diminuem deixando os pacientes propensos a desenvolver infecções orais. Por isso, antes do início do tratamento, a boca deve ser preparada através de uma adequação bucal, ou seja, todos os focos de infecção são removidos para que não tragam complicações futuras”, explica. Letícia foi buscar na USP, em São Paulo, seu mestrado em Lasers em Odontologia, que concluiu no ano de 2004. Ainda, estagiou no Hospital Sírio Libanês, também na capital paulista. “Trabalhei no Sírio nesta área, no setor de cancerologia”. E nunca mediu esforços em busca de atualizações em procedimentos e técnicas para seus pacientes. “O paciente odontológico que passa por um tratamento quimio ou radioterápico é cercado de todos os cuidados. Participo de grupos de estudos, vou a Congressos Nacionais e Internacionais, aos eventos promovidos pelo INCA – Instituto Nacional de Câncer, e como profissional quero sempre buscar tudo aquilo que pode ajudar o paciente a enfrentar a maratona dura de um tratamento de câncer. É um trabalho preventivo e curativo. Eu solicito exames e radiografias que ajudam no diagnóstico. Com os exames em mãos, um plano de tratamento específico e individualizado é desenvolvido. Depois que ele inicia o tratamento quimio ou radioterápico, faço o acompanhamento em todos os ciclos do tratamento, prevenindo ou tratando as complicações orais decorrentes dessas terapias, como mucosites, xerostomia e infecções orais. Com isso o paciente corre menos risco de ter seu tratamento interrompido por uma infecção oral, por exemplo, ou de ser hospitalizado. Além disso, consegue se alimentar melhor, ter menos dor e mais qualidade de vida, que é meu maior objetivo. E quando vejo meu paciente bem, a satisfação é enorme, com a sensação de dever cumprido. Preocupo-me, solidarizo-me, ajudo”, completa Letícia, casada com Ricardo Cagliari Bicudo, juiz federal, e mãe da linda e doce Daniela, de 3 anos. Como lazer, a dentista adora viajar com seu marido e sua filha, reunir-se com a família e com os amigos. Adora cinema e teatro.
E completa: “Pacientes em tratamento de câncer desconhecem a necessidade de tratamento prévio de odontologia, e por falta de uma orientação muitas vezes sofrem mais e correm mais riscos. Muitas pessoas desconhecem essa área da odontologia e pensam que odonto-oncologia é tratamento de câncer de boca, mas não é isso, trata-se do acompanhamento odontológico específico para o paciente que passa por quimio ou radioterapia para todos os tipos de câncer. Dentistas para esta área são especializados. É o meu trabalho e para isso não meço esforços”, conclui.

Câncer de Cabeça e Pescoço – dicas com Dra. Angélica Sant’Anna.

 

Hoje é o Dia Mundial de Combate ao Câncer de cabeça e pescoço, então aproveitamos a deixa para trazer algumas orientações da Dra Angélica  Sant’Anna, uma cirurgiã dentista  pra lá de especial, que cada vez mais se especializa neste universo da Oncologia e que nos trouxe algumas dicas preciosas sobre o tema. Confiram:

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A Dra. Angélica Sant’Anna é cirurgiã dentista e atende na cidade de Petrópolis/RJ.

Feliz dia do Amigo

Amigos para rir à toa

Amigos para chorar de tanto rir

Amigos para viajar

Amigos para confiar segredos

Amigos para confessar micos e gracejos

Amigos para todas as horas

Amigos para ficar em silêncio

Para segurar as lágrimas

Ou então deixá-las rolarem

Porque estar ao lado basta

Amigos para farrear até amanhecer

Quem não tem um amigo pra toda hora

Todo mundo tem um amigo que não vê há tempos

Todo amigo sabe, no fundo, que mesmo distante, continua perto

Amigos em duplas, em trios, em turmas

Amigos com um amigo especial

Amigos de infância

Amigos espertos

Amigos experientes

Amigos dos nossos amigos

Amigos atrapalhados

Amigos inteligentes

Tão simplesmente

AMIGOS

10 verdades que uma pessoa sumida gostaria de te dizer

Ser péssimo em manter contato não significa que a gente esqueceu dos amigos. A vida nos tempos atuais é tão corrida, cheia de afazeres e, principalmente quando você mora em uma cidade grande, com um trânsito horroroso, ver seus amigos nem sempre é possível. E isso é muito comum, bem como também é comum às vezes ficarmos magoados quando um amigo desaparece ou aparece pouco. Mas fique tranquilo: o Buzzfeed montou uma lista com imagens da ilustradora romena Natasha Chetcova que vai salvar sua alma. Aquele amigo que você ama e que anda meio desaparecido, muito provavelmente te ama também.

Não é porque você passa um tempão sem ver as pessoas que você não gosta delas.

Sério, parece que a vida vai correndo num ritmo louco e você acaba vendo outras pessoas ou ficando de boa em casa ou… bem, simplesmente acontece. Nem sempre dá para ver todo mundo que a gente gosta. Não quer dizer que você não gosta mais destas pessoas, é só a vida.

 Você passa tanto tempo sem falar com a pessoa que fica sem graça de puxar assunto.

Parece que a gente é consumido pelo medo da pessoa pensar “pô, passou tudo isso sem falar comigo” e aí você acaba sumindo ainda mais.

É normal para você lembrar dos outros quando vê alguma coisa no dia a dia, mas esquecer de comentar.

“Nossa, esse gif é a cara daquele meu melhor amigo de infância.” Daí você não posta no Facebook da pessoa na hora e lá se foi a lembrança.

Ou achar que não é algo tão importante assim para ser comentado.

“Ah, mas é só um gif, talvez nem faça mais tanto sentido”, você se diz, deixando para lá.

E às vezes a gente pensa que mandar só um “oi, tudo bem?” ou falar que está com saudades pode parecer repetitivo.

Dá uma certa aflição da conversa acabar em “bem, e você?”, “bem” e fim.

As pessoas se importam de maneiras diferentes com as outras.

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Mesmo que o contato não seja diário, o afeto permanece o mesmo.

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Algumas pessoas não são boas em manter contato.

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Ou talvez são muito quietas.

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Vocês podem nos procurar e nos dar broncas pelo sumiço.

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Gratidão !!!

 Já fui atropelada por uma enxurrada hostil de decepções, tive a Fé posta à prova por incontáveis vezes. Conheci o lado não tão agradável do ser humano, bem como sua capacidade em dissimular, e me vi intolerante. Conheci os dois lados da moeda em uma notabilidade breve.

Também pulei fora da racionalidade e da sensibilidade. Dei o peito e levei golpes homicidas da vida pra voltar pro meu lugar.

Saboreei o gosto amargo de lágrimas que escorreram lacerando minha pele até o peito e o lado aposto do travesseiro que a face tentou atravessar, tamanha dor. Tomei decisões erradas. Tentei voltar atrás. A vida me mostrou que o sentido é para frente. Procurei num ato desesperado pelo amor divino, e suas facetas.

E depois de tudo isso, a minha palavra para tudo isso é, sem dúvidas, gratidão!

Quando me vi abandonada às traças com todas as deliberações errôneas, aprendi sobre compaixão. Me perdoei. Olhei para mim com os olhos mais apaixonados que já tive. Admirei os meus sapatos e meus pés, que embora cansados e doloridos, peregrinaram forte e decididamente até aqui.

Nas aventuras de uma notoriedade repentina e cabreira, tive conhecimento do quanto o amor próprio ilumina e atrai todo aquele que o sente, que o recebe em vibração… Mas, também aprendi que nem todos que se aproximam, carregam consigo boas intenções, e alguns além de não acrescentar, ainda sugam toda sua maravilhosa energia.

Nessa fase, também fui apresentada ao vazio que ronda o ser humano apoderado de desapego. E tudo aquilo que não fui criada pra ser, alguém totalmente desprovida de ternura. Ser desejada é deleitável, mas um terreno árido demais para semear. Nem todos que te olham, te enxergam. Olhar é raso, enxergar é mergulhar profundo.
Quando me obrigaram a silenciar os chamados do mundo insano lá de fora, senti a vontade avassaladora de me transbordar, pertencer à alguém, e aprendi também o quanto nossas vontades podem ser cruéis e perigosas. Elas nos cegam. São ótimas em enganar.

Quando meu telefone não tocou, quando não recebi nenhum convite amigável para abandonar o aconchego do meu quarto, meu olhar foi obrigado à viajar ao meu redor, e perceber que os únicos que merecem meu total apreço, admiração, respeito, e amor pertencem ao laço mais grandioso da vida: família!

Quando sofri o desdém do mundo, aprendi que só encontro amor leal em Deus. Vi sua face grandiosa. Abri o coração e o deixei entrar, sem barreiras nem licença. Aprendi através dos seus instrumentos à olhar com mais sabedoria para tudo que me ocorreu, à olhar com mais carinho para a imperfeição humana. Cresci em glória.
Sofri suas demoras com honra e me vi dona de uma força que nem mesmo sabia que era capaz. Suportei com garra os dias que se arrastavam tentando me convencer que era pequenina demais para tamanha cruz. Carreguei. Com orgulho e raça, e quando não, me permiti descansar no colo do Pai, aprendi meus limites. Me presenteei com o direito de ser circunscrita.

Quando pensei que fazia errado tentando amar aqui fora, Deus me mostrou que para cada filho Ele designou uma missão, à mim, talvez, tenha designado amar no mundo. E que isso não faz de mim uma filha desobediente ou rebelde, mas maciça o suficiente contra a perversidade humana. Também fui instrumento em algumas vidas, pessoas que depois de partirem, voltaram para me certificar e agradecer.

A dificuldades dos últimos anos, me fez regressar às noites de lamento ao pedir o que hoje tenho. A cura de uma doença sem esperança. Um casamento salvo pelas mãos divinas. Um amor. Entre tantas coisas que aos olhos descrentes de um ser pessimista, não são grandiosas. Eu as vi desabrochar diante de minha robusta Fé. A falar sobre o amor, me recordo das vezes em que o materializei. Pintei em aquarela todas as suas façanhas. Por tanto, não ouso perguntar “como?”, eu sei de onde veio. O universo me ouviu. Deus atendeu minhas preces.

Nem tudo se alinhou. Mas, que graça teria acordar sem ter nada para “arrumar”? De todas os tropeços, vieram recomeços. De toda desesperança, um novo olhar. De toda queda, várias lições.

Então hoje, esse texto com toda certeza me define. com um sorriso no rosto, na alma e no coração, repleto de gratidão por TUDO o que me foi presenteado. Por cada lágrima. Cada dor. Cada reza plantada baixinho, no retiro do meu mais profundo particular. Por cada prece ouvida e atendida. Pelas demoras. E pelas alegrias, que embora, isoladas e aparentemente pequeninas em quantidade, engrandeceram e fizeram valer a pena a marcha de cada dia.

Vanessa Bonafini

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