Como ser minimalista

Minimalista é algo ou alguém adepto daquilo que é simples e elementar, considerado um estilo de vida para indivíduos que buscam o mínimo possível de meios e recursos para viver. No entanto, este termo pode ter varias acepções, dependendo do contexto em que é utilizado.
O minimalismo propriamente dito surgiu de artistas como Sol LeWitt, Frank Stella, Donald Judd e Robert Smithson.
Muitas pessoas têm medo da palavra “minimalista” ou “minimalismo”. A palavra e diretamente relacionada com o fato de viver em forma espartana ou sofrem diariamente com o desconforto de não ter praticamente nada. Minimalismo, como sendo um republicano ou democrata é apenas uma ideologia geral. Ele se baseia na premissa de que ter menos coisas é melhor. E uma vez que em ideologias políticas, pode-se ir do centro para as extremidades possam ser mais fanáticos.

O fato de manter as ideologias em fogo médio é algo que você aprende com maturidade e prática. Os extremos não são bons para qualquer pensamento. Ou para a pessoa que baseia toda a sua vida no consumo viciante de bens e pede para ir à falência, para o indivíduo que escolhe viver como um eremita no campo com nada e, obviamente, ninguém. O segredo é ficar inclinada para o lado que você gosta, mas sem exagero, dando apenas os passos que fazem você se sentir bem e não esta ou aquela ideologia.

Ser minimalista, não significa morar em uma kitnet com poucos móveis e não ter aparelhos eletrônicos. Também não é livrar-se de todas as roupas ou não ter mais prazer algum fazendo compras. Essa é uma visão extrema!

Para ser minimalista não existe regra. Até porque, cabe a cada um saber o que é importante para si mesmo. Esta mudança está diretamente ligada ao que cada um entende como felicidade. O problema está no significado real que essas coisas tem nas nossas vidas e no sacrifício que as vezes fazemos para possuí-las sem perceber o quanto elas arruinam nosso bem-estar, nossos relacionamentos e até mesmo nossa saúde.

O autoconhecimento é fundamental nas mais diferentes esferas da vida, pois com ele você consegue reconhecer no que ainda pode melhorar e como fazer isso.

Tratado-se de minimalismo, você deve enxergar para si mesmo e pensar no que faz você querer comprar mais do que o essencial. Você está passando por dificuldades e o ato de comprar ajuda a amenizar?  Você sente ansiedade e acaba comprando por impulso? Enfim, faça um questionamento profundo para reconhecer a raiz do problema.

Uma questão interessante é você pensar no minimalismo não só no que você compra. Por exemplo, você frequentemente come mais do que necessário, pela gula mesmo? Tem pessoas que não te fazem bem, mas você continua mantendo relação próxima?

Assim você vai conseguir dar foco e energia no que realmente vale a pena.

Mude seus hábitos

Segundo a neurociência, um novo hábito é começar a fazer algo que antes não fazia até criar costume e fazer de forma automática. Porém, não é de um dia para o outro que você se adapta a nova rotina, cada hábito leva um tempo para ser criado e esse tempo varia muito de pessoa para pessoa e da complexidade do objetivo.

O psicólogo Jeremy Dean também achou. Autor do livro Making Habits, Breaking Habits: Why We Do Things, Why We Don’t, and How to Make Any Change Stick, sobre como o cérebro funciona quando precisa automatizar escolhas, criando hábitos, e o quão difícil é se livrar de hábitos antigos e substituí-los pelos novos, ele fala sobre alguns estudos que dão embasamento científico real pra um possível número de dias necessário pra se formar um hábito.

De acordo com os estudos mencionados por Dean no livro, leva em média 66 dias para que alguém adquira um novo hábito, ou seja, comece a fazer algo que antes não era costume de maneira automática. Mas esse número é uma média e ele variou bastante de indivíduo para indivíduo e, claro, dependendo do hábitos.

Desfrute uma vida mais leve

Quando você começa a inserir o minimalismo na sua vida, logo você percebe que todo aquele consumo excessivo não iria lhe trazer felicidade. Pelo contrário, esse consumo era um impeditivo, pois você estava deixando de investir em experiências que iriam lhe trazer mais felicidade. Na realidade, você só estava adquirindo itens que você julgava essenciais, mas que não eram.

Muitas pessoas veem o minimalismo como um estilo de vida de sacrifícios, de frustrações, de falta, de escassez. Mas quando se adota essa concepção diante da vida, elas percebem que é possível viver com mais: mais tempo, mais dinheiro, mais alegrias, mais leveza, mais espaço, ou seja, vivendo na abundância do que realmente importa.

Ao adotar o minimalismo, você começa a dar mais importância para a qualidade das coisas que o cercam, do seu convívio, do que para a quantidade de itens que você possui. E mudar essa mentalidade trará reflexos em vários aspectos da sua vida, principalmente no financeiro.

Com o minimalismo você percebe que não são as coisas que você possui que lhe transformarão ou ficarão guardadas na sua memória, mas sim as experiências que você vivencia ao longo da sua jornada.

Portanto, descubra o estilo de vida minimalista e veja a vida com outros olhos, aproveitando todos os benefícios do minimalismo em todos os aspectos do seu cotidiano.

 

Vanessa Bonafini

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