Sobre aprender a deixar ir. Para então deixar vir.

É fato que deixar ir o que não está bom é muito fácil, o desafio está em, ao saber que o ciclo terminou, que o objeto de conforto e até amor precisa partir, abrir mão.

Deixar ir algo pode ser a única oportunidade para que o que de fato queremos ou precisamos, ocupe o lugar.

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Eu não lembro exatamente desde quando, mas sempre ouvi da minha mãe “Você precisa tirar o velho para abrir espaço pro novo entrar”. E desde que eu era muito criança, essa frase ficou na minha cabeça.

Para aquela menina (bagunceira), parecia só uma forma que minha mãe havia encontrado de me dizer que era a hora de eu arrumar meu guarda-roupa. Ou pior, quando ela tinha que ouvir as minhas reclamações, falando (como qualquer mulher) que eu não tinha roupa pra sair!

Ela até vinha com isso outras vezes, mas eu não entendia direito e deixava passar. Eu logo pensava no meu guarda-roupa e na bronca que poderia tomar! Direto eu me pego pensando e lembrando daquelas frases dela, das manias de colocar reflexões até no espelho do closet ou no armário do escritório.

E hoje, tudo isso me faz um bem danado. Talvez ela nem imagine, que agora, mais consciente e madura, eu consigo ver que essa frase da tal “energia velha” é muito mais profunda e vai MUITO além das roupas ou bens materiais.

Esses dias eu me me peguei pensando nisso. Me fez pensar em quantas coisas eu precisei aprender a simplesmente, DEIXAR IR.

Aprendi (às vezes, na marra) a tirar o que não me servia mais e entender que abrir mão do apego ao “velho” era o primeiro passo para deixar o NOVO entrar. Para abrir espaço. Para me permitir evoluir. Para ME abrir pro que é realmente importante pra mim NESSE MOMENTO. Em cada fase da minha vida.
Entender que o que me fez feliz ontem pode não me fazer mais feliz hoje, e tudo bem!

A gente vive mudando.

Eu não sou mais a pessoa que era ontem. E você também não é!

E quantas vezes a gente insiste em manter um mundo de “coisas” que não nos serve mais?! Mantemos as mesmas roupas na gaveta. As mesmas relações, às vezes doentias. Os mesmos objetos na decoração. Os mesmos hábitos na rotina…Os mesmos sentimentos no coração.

E ok se essas “velharias” ainda nos servem ou contribuem para nossa evolução. O problema é quando queremos o novo, mas nos recusamos a deixar ir o que já teve sua função concluída em nossa vida. Quando deixamos ser maior aquele medo de “ficar sem” ou a insegurança de voltar a precisar daquilo um dia. Mas precisamos aprender a deixar fluir.

Tudo na natureza se renova. Então, por que com nós seria diferente?

Vamos parar de interromper os ciclos naturais. Aprender que TUDO passa. Que cada coisa, pessoa, hábito, emoção traz um aprendizado, tem uma função, um sentido de existir em nossas vidas.

E por fim, que a gente aprenda a ser grato ao “velho” e se abrir de corpo, alma e coração para o NOVO.

Divida suas experiências, você pode ficar mais feliz ou proporcionar felicidade pode curar ou ser curado, provavelmente tudo acontecerá ao mesmo tempo porque encontramos pertencimento e capacidade para pensar e fazer diferente através do olhar, do abraço, do ombro amigo, ou até mesmo das palavras duras do outro, mas é sempre através das outras pessoas que vivemos as experiências de alegria, cura, perdão e aceitação.

Vanessa Bonafini

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