BOB NOS DEIXOU.

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Humano, vejo que está chorando porque chegou meu momento de partir. Não chore, por favor, quero te explicar algumas coisas. Você está triste porque eu fui embora, e eu estou feliz porque te conheci. Quantos, como eu, morrem diariamente sem ter conhecido alguém especial?

Os animais às vezes passam tanto tempo sozinhos a nossa própria sorte. Só conhecemos o frio , a sede, o perigo, a fome. Temos que nos preocupar em como conseguiremos algo para comer e aonde passaremos a noite protegidos. Vemos muitos rostos todos os dias, que passam sem nos olhar, e as vezes é melhor que nem nos vejam, antes de se darem conta que estamos aqui e nos maltratem.

Às vezes temos a enorme sorte que entre tantas pessoas passa um anjoe nos recolhe. Às vezes, os anjos vêm e são organizados em grupos, às vezes há outros anjos longe e enviam muita ajuda para nós. E isso muda tudo. Se necessário nos levam a outro tipo de anjo, que sabe muito, e nos dão remédios para nos curar.

Escolhem uma palavra que pronunciam cada vez que nos vêem. Um NOME. Eu acho que o que você diz, é que somos ‘especiais’, deixamos de ser anônimos, para ser um de muitos, e um de vocês. E conhecemos o que é um lar! Você tem ideia de como isso é importante para nós? Nós já não temos que ter medo, não temos mais fome, ou frio, ou dor, ou perigo.

Se você pudesse calcular o quão feliz que nos faz. Para nós qualquer casa é um palácio! Nós já não nos preocupamos se vai chover, se vai passar um carro muito rápido ou se alguém vai nos ferir. E, principalmente, não estamos sozinhos, porque nenhum animal gosta de solidão, o que mais se pode pedir?

Eu sei que te entristece a minha partida, mas eu tinha que ir agora. Quero te pedir que não se culpe por nada; te ouvi soluçar que deveria ter feito algo mais por mim. Não diga isso, fez muito por mim! Sem você não teria conhecido nada da beleza que carrego comigo hoje.

Você deve saber que nós, animais, vivemos o presente intensamente e somos muito sábios: desfrutamos de cada pequena coisa de cada dia, e esquecemos o passado ruim rapidamente. Nossas vidas começam quando conhecemos o amor, o mesmo amor que você me deu, meu anjo sem asas e com duas pernas.

Saiba que mesmo se você encontrar um animal que está gravemente ferido, e que só lhe resta apenas um pouquinho de tempo neste mundo, você prestará um enorme serviço ao acompanhá-lo em sua transição final. Como te disse antes, nenhum de nós gostamos de estar só, menos ainda quando percebemos que é hora de partir.

Talvez para você não seja tão importante que esteja ao nosso lado nos acariciando e segurando a nossa pata, mas isso nos ajuda a ir em paz. Não chore mais, por favor. Eu vou feliz. Tenho na lembrança o nome que você me deu, o calor da sua casa, que neste tempo se tornou minha. Eu levo o som de sua voz falando para mim, mesmo não entendendo sempre o que me dizia.

Eu carrego em meu coração cada carícia que você me deu. Tudo o que você fez foi muito valioso para mim e eu agradeço infinitamente. Não sei como dizer a você, porque eu não falo sua língua, mas certamente pode ver em meus olhos a minha gratidão.

Eu só vou pedir dois favores. Lave o rosto e comece a sorrir. Lembre-se que bom que vivemos juntos estes momentos, lembre-se das palhaçadas que fazia para te alegrar. Reviva como eu todo o bem que compartilhamos neste tempo. E não diga que não adotará outro animal porque você tem sofrido muito com a minha partida. Sem você eu não viveria as belezas que vivi. Por favor, não faça isso! Há muitos como eu esperando por alguém como você.

Dê-lhes o que você me deu, por favor, eles precisam assim como eu precisei de ti. Não guarde o amor que tens para dar, por medo de sofrer. Siga o meu conselho, valorize o bem que compartilha com cada um de nós, reconhecendo que você é um anjo para nós os animais, e que sem pessoas como você a nossa vida seria mais difícil do que às vezes é. Siga a sua nobre tarefa, agora cabe a mim ser o seu anjo.

Eu acompanharei você no seu caminho e te ajudarei a ajudar os outros como eu. Eu falarei com outros animais que estão aqui comigo, vou lhes contar tudo o que você tem feito por mim e eu vou apontar e dizer com orgulho: ‘Essa é a minha família’.

Hoje à noite, quando você olhar para o céu e ver uma estrela piscando quero que você saiba que sou eu piscando um olho, avisando a você que cheguei bem e dizendo-lhe ‘obrigado pelo amor que você me deu’.

Eu me despeço agora não dizendo ‘adeus’, mas ‘até logo’. Há um céu especial para pessoas como você, o céu para onde nós vamos e a vida nos recompensa tornando a nos encontrar lá.

Eu estarei te esperando!”

Acho que nenhum de nós está preparado para as despedidas, ainda que saibamos que nossa relação com os cães é um amor com data marcada. Vai deixar um imenso vazio em nossas vidas. Mas amou e foi amado. Descanse e cuide de nós ai de cima.

QUEM DISSE QUE SERIA FÁCIL???

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Esqueça todas as cenas de novela com mulheres grávidas que você já viu na vida, esqueça todos os contos de fadas, as comédias românticas enlatadas e não leve a sério as mães de consultório médico: ser mãe é pra descer do paraíso com a cara no chão. Mas se você tiver um pouquinho de bom humor e uma pitada de Pollyanna, vai superar todas as mentiras que contaram para você por aí. Afinal, quem disse que seria fácil?

Você não sabe que nasceu para ser mãe até ser mãe. Acredite. Nada daquilo que te contaram sobre a maternidade é real: seu peito ‘invariavelmente’ vai cair, sua barriga despencar, os fios brancos vão aparecer, as olheiras não vão te largar, suas roupas vão se adaptar, os seus saltos vão se guardar (quem sabe na próxima década?), mas você vai amar. Esqueça tudo aquilo que te contaram e se prepare para viver os momentos mais reais da sua vida.

Pode parecer exagero, tentar te convencer que ter filho é dureza, mas eu tô fazendo aquilo que ninguém faz por você. Ah, dormir, claro que você já sabe que você não vai dormir mais como um anjo até o seu filho completar TODOS os anos da sua vida. Mãe nunca deixa de se preocupar, de prever, de querer entender e resolver. Vai me dizer que a sua mãe não é assim? Não importa a idade que você tenha, lá está ela, pronta para te ajudar e mudar a sua história, enxugar as suas lágrimas, sofrer em silêncio por você e com você. Mas dormir é besteira. Nada que anos de experiência e horas acumuladas não façam por você: a gente se acostuma, vá por mim.

Nunca mais: uma hora para se maquiar, banhos longos e demorados, noites silenciosas e em paz, horas de preguiça pura, nada pra fazer, longas baladas sem culpa, viagens sem choro e saudades, ir ao banheiro sem ninguém para atrapalhar, unhas sempre feitas, cabelos sempre lindos, roupas sempre na moda.

Agora você vai: se maquiar no carro, tomar banho de gato, acordar de madrugada para ver se está tudo bem por lá, acordar com sono, cansada e pronta para brincar, ter sempre muitas coisas para fazer, sair a noite e não ver a hora de voltar correndo para casa, viajar com o marido, chorar com saudades da filha e prometer que nunca mais faz o disparate de sair sem ela por aí,  tomar banho com uma mãozinha batendo na porta do banheiro pedindo para entrar, unhas sempre curtinhas, cabelos sempre naturais, roupas sempre compostas…

E de repente o seu filhinho(a) virou um adolescente. De uma hora para outra você foi demitida do cargo de administradora da vida dele e está perdendo terreno para os amigos e as tecnologias.

De repente você sente um aperto no peito porque os convites para sair são seguidos de sonoros: – Não quero, não vou, é chato.

De repente você sente medo. Muito medo. Porque foram anos de intensa dedicação ao seu filho que são colocados à prova e você não está segura se fez o suficiente;

De repente você acorda e está sendo julgada: – Ah, não soube educar na infância; – O filho está assim porque os pais não deram limites; – Os adolescentes de hoje estão assim por culpa dos pais;

De repente você se culpa também: – Fracassei; – Não soube ser uma boa mãe; – Meu filho está igual a mim, e agora?; – Será que ainda dá tempo?

De repente tudo o que parecia seguro, a criança com futuro brilhante, que teria uma vida melhor do que a sua, menos sofrida do que a sua, com menos ansiedade e tristeza do que você, com mais possibilidades do que você teve, etc, se torna instável. Você vê o seu filho fazendo o oposto do que você, em todos os sonhos de futuro, imaginou.

De repente você se depara com um filho diferente. Diferente no corpo, nas palavras, nas atitudes, no modo de lidar com as coisas, nos perigos que se envolve.

De repente você acorda e está sendo julgada: – Ah, não soube educar na infância; – O filho está assim porque os pais não deram limites; – Os adolescentes de hoje estão assim por culpa dos pais;

É como se todo o seu esforço, a sua dedicação, as horas de cuidado, de sonos não dormidos e de amor, não tivessem sido suficientes para fazer do seu filho a pessoa que a sociedade quer que ele seja. E, secretamente, que o seu filho não tenha se tornado a pessoa que você gostaria que ele fosse.

– Ok, deve ser então uma fase, você pensa. E esse pensamento te acalma por algum tempo, até você ler sobre o menino que passou em uma faculdade pública para medicina, da garota que ganhou as Olimpíadas de matemática e ver fotos de pais incríveis postando o quanto se sentem orgulhosos dos seus filhos adolescentes incríveis.

E novamente a vozinha na sua cabeça fica te lembrando que talvez você não tenha feito o suficiente. Você repassa uma série de coisas que leu e que precisa agora praticar: – Não pode gritar, não pode se estressar, precisa ter calma, paciência, precisa dar amor e isso será suficiente, precisa rezar mais, e por aí vai.

E você, que parece uma panela de pressão por dentro, se segura para não explodir. Se segura para parecer que está tudo sob controle e que você, assim como todas as mães de adolescentes, sabe o que fazer.

Até o dia em que você transborda e chora. Ou chora todos os dias escondida. Ou reza todos os dias por um milagre. E no dia seguinte recomeça a vida e o ciclo de culpa, medo, frustração e solidão.

No fundo você se sente sozinha porque, oras, as pessoas possuem as suas próprias vidas e não dá muito para você ficar levando os seus problemas para elas. E também é duro ouvir conselhos do tipo “faça isso” ou “faça aquilo” e sentir que todo mundo sabe a resposta menos você.

 

No fundo você se sente sozinha porque, oras, as pessoas possuem as suas próprias vidas…

Bom, o final desse jogo é você sempre tentando se convencer de que precisa dar conta, afinal, mães são leoas, tem sexto sentido, intuição aguçada e em algum momento encontrarão a resposta, não?!

Pois é querida mãe, te fizeram acreditar em um mundo que não existe e hoje você luta com você mesma para se encaixar nele, mesmo sofrendo e dilacerada por dentro. Você luta para não ser a mãe louca que grita com o filho, a mãe permissiva que estragou o filho, a mãe controladora que sufocou o filho ou qualquer mãe que você acredita que é.

Eu sou uma mãe em evolução. Eu erro, tenho medo e sinto culpa. Tem momentos que eu não sei o que fazer da minha vida e nem com a minha filha e meu filho. Eu não gosto de me sentir vulnerável (na verdade eu detesto com todas as minhas forças), eu me irrito e choro. Minha vida não é perfeita. Mas esse é o meu palco, lembra? O meu bastidor nem sempre é tão bonito e aceitar isso me fez mais forte, mais consciente e mais feliz.

E indiscutivelmente quando eu me permito ser mais vulnerável a ajuda chega, da pessoa certa, na hora certa.

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DIA DOS NAMORADOS

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Passamos a vida escutando que um amor muda as nossas vidas. Lemos livros sobre a sensação de sentir borboletas no estômago, quebrar a rotina e não estar mais só. Não vou dizer que não é verdade, mas acredito que o verbo Amar é muito mais que isso. Não podemos nos esquecer.

O que ninguém te contou sobre o amor é que seria uma coisa bagunçada e sem ensaios. Ele não saberia o que queria da vida, você muito menos e, se soubessem, talvez sentissem dúvidas se fosse o momento certo de se envolver. Ninguém te contou que vocês não teriam uma noite perfeita como em filmes, mas, sim, ela seria completamente inesquecível. Afinal, toda história de amor é – inesquecível e bagunçada como precisa ser.

O que ninguém te disse sobre o amor é que o frio na barriga existe, mas o que o amor quer de nós é disposição para permanecer e lutar para que a cumplicidade e admiração não se percam com o passar dos anos. Dormir, viver e acordar com o outro não cansa, ver o parceiro de pijama furado, meia rasgada e passando mal de virose, faz parte. Amar é dividir tudo: o bom e o que parece nem tanto, somente para tornar a vida mais fácil – ou pelo menos mais divertida. Ninguém te disse que mesmo depois de tantos anos, ver aquela pessoa ao acordar ainda faria o teu dia incrivelmente mais feliz. Amar não enjoa, se renova.

Ninguém te contou que o amor não teria sentido algum. Em algumas discussões ele falaria A e você B, sem se importar em ouvir o que o outro tem a dizer. Você quer comprar C e ela D. Pois é, ninguém te disse que o amor te faria ter brigas super bestas iguais a que você tinha com o seu irmão com 8 anos de idade e, que aquela mesma pessoa que te faz incrivelmente feliz, também um dia te fará chorar. É verdade. Amar é dar tempo e espaço. O maior aliado para aprendermos aquietar o nosso ego e construir uma amizade forte e profunda.

Ninguém te disse que vocês nunca parariam de enfrentar os pepinos da vida. Ela teria que ficar até tarde no trabalho, ele gostaria de ficar em casa, o dia dos namorados cai na data do plantão e as férias não se coincidem. E tudo isso é muito pouco. Ninguém te disse que o amor está em passar um café sem o outro pedir, cuidar de todos os problemas da casa quando um fica doente, comprar o doce preferido no mercado, curtir uma segunda feira no sofá comendo pizza com as mãos e passar um sábado a noite consolando quando um não está tão bem.

Ninguém te disse que a vida é no plural, mas o amor é próprio. Também não há nada como sair, comprar, comer e fazer algo que só a gente gosta, quer ou está afim. Sem precisar de desculpas ou grandes explicações. Amar é ter duas pessoas individuais vivendo juntas e saber que no final do dia que aquela será a primeira pessoa que você ligará para dizer uma novidade, pedir um conselho ou contar uma fofoca. Ninguém te disse que amar dar trabalho e que a remuneração é a paz de ver aquela pessoa única no seu mundo dormir tranquila.

Será redundando dizer, sei que já te disseram, mas todo amor que passa na nossa vida realmente nos muda. Ninguém te disse que não importa o quanto podemos tentar descrever, contar ou dizer do amor e não adianta de nada tudo isso que me esforcei para expressar ou que qualquer outra pessoa irá contar: só o amor poderá te dizer como acontece PARA VOCÊ. 😉 

 

MORANDO NO EUA!!!

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Não que eu tenha desistido do Brasil, mas acho que o Brasil desistiu da geração dos meus filhos e todas que estão por vir.  E, quando eu falo futuro melhor, não tem nada a ver com bens materiais.

Aqui nos Estados Unidos, nós sentimos o respeito e o valor que existe por cada cidadão dessa nação e um amor à pátria extraordinário. Aprendemos que é com criança que se constrói um país

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É verdade que qualquer brasileiro que chega aos Estados Unidos se encanta com tudo. A limpeza, a organização, a oferta de produtos baratos, a segurança e educação do povo são só alguns exemplos. Morando aqui, você começa a achar isso tudo comum, porque nos encantamos com algo tão óbvio e que deveria ser primário em qualquer lugar do mundo.

Por outro lado, começamos a vivenciar coisas que nos mostram as verdadeiras razões por eles serem um país de primeiro mundo e que merece todo o nosso respeito. Tenho realmente me deslumbrado, não com o carro que pude comprar ou a casa que escolhi para morar, mas com coisas que realmente farão toda a diferença na vida dos meus filhos: a educação e o verdadeiro sentido de cidadania.

Afinal, não adianta ser cidadão e amar um país, de quatro em quatro anos, apenas numa Copa do Mundo. Ser cidadão é construir um país desde pequeno. É plantar a semente que gerará os frutos do futuro.

Solidariedade e respeito ao próximo

Dizem que o povo americano é frio, mas não sei se a palavra que melhor os descreve seria exatamente essa. Americanos são práticos, objetivos e, ao contrário do que muitos pensam, solidários e respeitosos ao extremo. Vamos começar com um exemplo simples: a escola e a principal refeição do dia, o café da manhã, são gratuitos e todos tem acesso.

O voluntariado é uma prática mais do que estimulada e, para você sair da high school (o Ensino Médio de lá), você precisa completar uma carga horária de trabalhos voluntários para o governo. Eles aprendem desde cedo a doar dinheiro, roupa e parte do seu tempo ao próximo .

Aprender para a vida

O transporte e o hospital não são públicos, mas a educação sim. É a escola que formará cidadãos e governantes. Os empregos são todos dignos e respeitados: policiais têm orgulho da sua profissão, bombeiros desempenham com ardor seu trabalho.

O grande trunfo deles é este: fazer da escola a escola da vida.

Eu sou encantada com o espírito de coletividade que esse povo tem. Aqui não há espaço para o jeitinho ou vantagem. Aqui se confia até que se prove o contrário e nos mostram que esperto é aquele que sabe se doar, fazer bem feito, atender com cordialidade, dar a vez. Porque uma hora você doa, outra hora você precisa. Ninguém constrói nada sozinho, precisamos respeitar o espaço do próximo para vivermos em paz e harmonia e ir rumo ao desenvolvimento de um país.

É de pequeno que se ensina. É de pequeno que se educa. E o americano sabe fazer isso como ninguém. Ele não espera o filho crescer para entender esses fundamentos, ele faz a criança assimilar o que não é preciso entender, é preciso ser.

 

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A Tristeza pode levar ao Câncer?

Dr. Fernando Maluf, oncologista brasileiro membro da sociedade americana de câncer, ele fez uma declaração respondendo a seguinte pergunta:

Mágoa, Tristeza ou rancor pode levar ao câncer?

Sua resposta:

“Tristeza aguda, como terminar um namoro ou perder um emprego provavelmente não é a causa de um câncer. A tristeza crônica ou uma depressão de longo período provoca alterações na imunidade, baixando suas defesas propiciando vários tipos de tumores malignos. Quem está triste cronicamente esta suscetível a ter vários males, potencialmente o câncer e também outros problemas”.

Foi a primeira vez que tive a oportunidade de ouvir um médico alopata relacionar a doença às emoções com tanta assertividade.

Na minha área me preocupo em mostrar que na vida sempre teremos fases boas e ruins, o que é muito positivo, pois o ser humano também precisa da Oscilação para ter equilíbrio mental. Estudos mostram que lugares em que a instabilidade é muito pouca ou quase nula o índice de depressão é maior, como exemplo- Fernando de Noronha.

Já ouvi profissionais da área dizerem que sabemos que um relacionamento acabou quando o ressentimento supera a esperança. Não posso concordar com esta afirmação, pois trabalhar o ressentimento é uma das formas de maior libertação, cura de feridas e união do casal.

Em minha opinião a Desistência é o maior motivo.

Quando desistimos dê:

– Perdoar.

– Trabalhar as diferenças.

– Refazer acordos.

– Buscar ajuda profissional, desistimos do amor.

O importante é saber que existem meios e profissionais capacitados que podem ajudar a salvar uma relação, quando se quer.

Desistir sem tentar será um erro, mas inconcebível será manter-se em uma situação, tendo como maior companheira a tristeza, sabendo que pode lhe custar sua saúde ou quem sabe até mesmo sua existência.

 

 

 

CRÔNICA:

“Promete dizer a verdade, nada além da verdade?”


Eu tenho um único compromisso sério na vida: ser sincera.

Minha sinceridade já me levou a lugares que talvez não queira voltar, já magoou muita gente, já me magoou… Mas de todas as lições que eu aprendi é que quando eu chego em casa meu travesseiro mais macio é a minha consciência.

Se eu terei uma lista de “amigos” ou de bajuladores não me importa.

Se eu serei mais odiada que amada também não…

Desde que eu esteja leve, isso já basta!

E cada dia bastará mais…

“Quando foi? Quando foi a última vez que você se deixou livre sem se retocar?”

Tiago Iorc canta minha vida!


Acontece que ser verdadeira em um mundo de filtro não é uma tarefa muito fácil!

Mas eu não estou pensando em desistir não!

Eu vou seguir firme! E eu espero que você também siga…

Costumo dizer que a internet se divide entre amiga e inimiga…

Aqui facilmente podemos mentir… Um status, uma localização, uma vida!

Mas se tem alguém que não podemos encanar, esse alguém somos nós mesmos!

De que adianta a gente criar um mundo incrível (de Bob?) de mentira?

Uma vida que não é nossa, gírias que não são nossas, desejos que não são nossos…

Deve ser triste viver de fachada!


Deve ser triste ter que mentir para agradar! Mais triste ainda mentir para pertencer a um grupo.

Mas mais triste que tudo isso é não se reconhecer…

E se eu puder te dar uma conselho: se aceita!

Se ame! Ame suas escolhas!

Podemos sim mudar de opinião todas as manhãs… O que não podemos é mudar nossa essência numa busca incansável por uma vida que não existe…

Minha decepção maior começou quando vi que em pleno 2016 temos pessoas inventando formações profissionais, especializações, graduações…

E levando quem chegou sem saber ao certo onde está para um buraco que talvez não tenha fundo!

Não se afunde! Mas principalmente, não afunde as pessoas!

Seja leal! Seja amigo! Seja legal!

É tão bom somar, multiplicar e enfim dividir com alguém ou com várias pessoas aquilo que temos de melhor… Ou talvez só dividir um sentimento, uma dor…

Ser sincero é bonito!

Ser sincero é raro! Mas ser sincero vale a pena!

Seja de verdade! Fale a verdade!

Fale a verdade mesmo que ela te envergonhe… Amanhã será pior!

Fale a verdade mesmo quando você quiser mentir!

Seja você..

A vida retribui.
Continue lendo “CRÔNICA:”

COISAS QUE EU APRENDI MORANDO FORA DO BRASIL.

Atenção: este post é (completamente) baseado em fatos reais. Já faz uns bons  quase quatro anos desde que embarquei para longe do Brasil e, apesar de achar um máximo morar longe do nosso país , ainda tô caminhando aos tropeços e tentando me habituar as novas  peculiaridades.

Você vai gastar dinheiro com coisas idiotas

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Mais dinheiro do que gostaria, na verdade. E vai se odiar um pouco por isso, mas não é culpa sua. Por melhor que seja seu planejamento, sempre que a gente se muda fica meio desorientado e não sabe muito bem por onde começar, que supermercado é melhor, qual marca de pão presta, se é normal a imobiliária cobrar 70 dólares para desentupir sua pia etc.

A internet ajuda? E muito. Mas a verdade é que ninguém te prepara para o choque que é gastar 184 dólares  ao fazer cópias novas das chaves de casa que você perdeu – e, pior, descobrir que esse preço é normal no país.

O nacionalismo vem quando a gente menos espera

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Nunca me considerei uma pessoa patriota, veja bem. Não tenho roupa das cores do Brasil, não tenho costume de comer feijoada de domingo, não sei nada sobre samba e tampouco bossa nova. Mas tem alguma coisa sobre estar morando em outro país que te faz pensar em como é bom entrar em um boteco e comer um PF, como o melhor do Brasil é o brasileiro,

A gente fica remexido quando os gringos vem perguntar se “é assim tão perigoso mesmo?”, colocando uns vídeos sensacionalistas do Youtube para ilustrar (como se você não soubesse sobre seu próprio país e precisasse ver um vídeo. Do YouTube. Sobre violência… Hahaha, mal sabem eles que existe Cidade Alerta). É, é sim. Mas também não é, sabe? Pois é, não dá pra explicar muito bem para um país em que as pessoas deixam a porta da casa aberta. Não destrancada. Aberta mesmo, que você anda na rua e espicha o pescoço e consegue ver tudo ali dentro.

O que eu digo em resposta é que o Brasil é muito mais que isso porque, olha, é. E dá saudade. E dá um negócio que não sei explicar bem, mas é quase vontade de apertar a garganta de quem vem falando em espanhol com a gente, pressupondo que essa é nossa língua. Nunca achei que seria patriota, mas agora defendo o português e o pão de queijo como se não houvesse o amanhã.

Até as coisas mais bestas te encantam no outro país

Sou o tipo de pessoa que acha bonita até a embalagem de caixa de ovos aqui no EUA rsrrsrs. Não porque eu seja iludida e ache que tudo aqui é muito melhor que no Brasil (na verdade, é meio o contrário: quanto mais conheço o EUA mais me apaixono,  – como mas porque é tudo muito diferente e é isso que me encanta: lidar com o novo em absolutamente todos os aspectos da rotina. Desde  o fato de escurecer 4pm em um dia de inverno até uma ida ao supermercado.

É um exercício muito interessante olhar para as coisas e comparar como elas são no seu país e no lugar onde você está agora. Às vezes acaba sendo meio cansativo, porque você só queria o conforto do que já conhece, mas é muito bom para chacoalhar a gente e nos fazer perceber que existe muito mais do que já conhecemos. Mais paisagens, mais costumes, mais expressões, mais pessoas, mais tudo.

Rola uma crise de identidade

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De repente você tá do outro lado do mundo e não consegue nem falar com a sua família direito –  ( quando existe as trocas de horário ). De repente você percebe que as pessoas aqui no EUA são todas muito simpáticas e agradáveis, mas só. Elas não criam vínculos, elas não são aquele tipo de gente com quem você pode contar, aqueles parça da vida, sabe? Diferente de brasileiro.

E nem é porque tem algo de errado com eles, só é… Cultural. Até a forma de se relacionar com os outros é diferente , no inicio isso é bem estranho pode se pegar meio sozinho e sem amigos. Aí rola uma crise de identidade, um vazio entre a pessoa que era antes de vir para o país e a pessoa que tenta ser agora.

Toda essa saudade é gatilho para uma crise de identidade e de se perguntar “será que eu fiz a coisa certa?”. Fez, viu. Fez sim. Porque se você tá se desafiando significa que tá crescendo, que tá mudando – e mudar é o primeiro passo para evoluir. Mas não vou negar, dia sim, dia não, bate uma crisinha.

Se perder, na verdade, é muito bom

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Apesar dos minutos de pânico e precisar dar uma paradinha para respirar fundo, se recompor e se convencer de que OK, EU TENHO O CONTROLE DA SITUAÇÃO, se perder em outro país é divertido. Ainda mais se você estiver em um local em que todo mundo é simpático e disposto a te ajudar. E os americanos diferentes do que ouvi falar, eles são prestativos e dispostos à ajudar.

E eu não tô querendo romantizar a coisa toda não, é realmente uma experiência interessante porque se perder é o primeiro passo para se achar – ou achar alguma outra coisa, como um café, uma galeria de arte, um restaurante, um amigo. Quando a gente se perde, os sentidos mudam: tudo fica meio nebuloso e as coisas que chamam a nossa atenção realmente marcam, como uma placa de neon que pisca sem parar. Além de que, a sensação de conseguir se virar é uma vitória pessoal enorme e você se sente preparado para lidar com (quase) tudo.